Se tem uma coisa que estou pedindo para 2020 é fé.

Mais fé. Muito mais fé. Muito mais fé mesmo.

Fé na gente, fé no outro, fé no mundo, fé no presídio, fé no colégio, fé na universidade, fé na favela, fé na mansão do Guarujá.

A fé não move só as montanhas, a fé nos movimenta, nos orienta, nos revela resilientes (não confunda resiliência com acomodação, pois há quem o faça).

A fé é o remédio pro câncer, pra alergia, pra depressão, pro medo do que nem chegou ainda.

A fé é a melhor amiga da mente, do corpo, do coração.

Quero um 2020 de fé, de muita fé.

Fé de que há uma explicação muito maior para o que é triste, o que nos desola, o que nos diminui.

Fé de que as tempestades são todas para limpar os caminhos e a chuva molha porque tem que limpar a sujeira mesmo.

Fé de que o medo é só uma proteção criada pela nossa pequenez mundana, mas totalmente necessário para termos mais coragem.

Fé de que as pessoas vão embora das nossas vidas ora porque Deus quis, ora porque elas quiseram. E se elas quiseram é porque não mereciam ficar mesmo. (Deixe-as ir em 2020).

Fé de que o mundo vai melhorar, de que a saúde vai melhorar, de que o presidente vai melhorar (esse eu duvido muito), de que teremos mais dinheiro, mais sentimento, mais alegria.

Fé de que nada é em vão e toda queda é para que possamos subir mais um pouco depois.

Fé de que há algo maior que tudo isso, um Deus, um Buda, um unicórnio – não importa no que você acredita, pois fé é acreditar e pronto. E ponto.

Fé que teremos mais empatia, menos palavras que machucam e mais afagos que acalmam. Mais colos e menos socos. Mais união, menos preconceito. Fé para que o amor vença não só no final da história, mas no início e no meio também.

Fé para 2020, muita fé.

***

Ju Farias

Photo by Eneida Nieves from Pexels

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

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