Uma nova tradição vem surgindo na virada de um ano para outro: escolher uma palavra que possa servir como meta, direção, ou que represente algum significado para o novo ano. Uma prima querida lançou o desafio e, no dia 01/01, escolhi minha palavra: ALMA.

Explicando minha escolha para uma amiga, me lembrei de uma das frases que mais me arrebatam, do psicanalista Carl Jung: “Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo, para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão”.

Ao escolher “ALMA” como minha palavra para 2020, decidi mergulhar numa jornada que pode ser tudo, menos fácil. Porém, é uma busca que me move há algum tempo, e consiste em ter a coragem de me desproteger e descobrir quem sou de fato, qual a minha essência, qual a minha versão mais pura, sem as camadas e camadas de influências externas, sem a identificação com o ego, sem as máscaras que todos nós usamos e que são importantes para vivermos em sociedade.

Enfrentar a nossa própria alma pode parecer simples, mas não é. Nem todos escolhem esse caminho, nem todos têm noção de que há algo mais a ser buscado além da superfície, nem todos sentem a necessidade de mergulhar e aprofundar em si mesmos, encontrando respostas muitas vezes difíceis e dolorosas, mas que ao final têm a possibilidade de nos tornar pessoas melhores – para o mundo e principalmente para nós mesmos.

Como disse Jung, “Não há despertar de consciência sem dor”. E por mais que desejemos descobrir qual a nossa essência, qual o nosso propósito; o que viemos fazer e aprender em nossa existência; quais experiências precisamos experimentar e quais devemos rejeitar; que vivências podem nos ajudar a evoluir; que lugares temos que abraçar, e quais devemos abandonar… tudo isso não se consegue num piscar de olhos, nem de forma objetiva e leve. Criamos defesas, construímos muros, nos escondemos sob camadas e mais camadas de proteções inconscientes.

Estamos sempre fugindo do confronto com nossa alma. E por mais que nos achemos bem resolvidos, bem equilibrados, bem sensatos e felizes, a vida é feita de altos e baixos, luz e escuridão. E, quer desejemos ou não, algumas sombras existem dentro de nós. Fingir que elas não existem é um modo de viver a vida. Porém, sem perceber, isso pode se tornar um peso do qual nunca conseguiremos nos livrar.

Descobrir o porquê de você ter optado por um caminho em detrimento de outro; ou o motivo que te levou a se auto sabotar naquele momento; ou a causa daquela sua alergia ou dores psicossomáticas pelo corpo; ou sua reação totalmente inesperada diante de uma situação nova; ou o uso de seu livre arbítrio de uma forma totalmente irracional naquele momento… tudo isso leva à uma maior consciência de nós mesmos, além da aceitação e compreensão de nossas sombras, trazendo-as para a luz e dando novo significado e cura ao que somos.

Ao final, descobriremos que por mais que tentemos, não podemos fugir de nós mesmos. Cada um é seu próprio destino.

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

2 COMENTÁRIOS

  1. EU já entendi o recado e sei que VOCÊ desde do início me bloqueou no seu celular e foi culpa nossa volta a outras redes sociais. Mais pode FICAR a vontade DEUS pode bloquear tudo inclusive o rastreamento do meu celular. VOCÊ está totalmente LIVRE para tomar todas as providências para se afastar dessa MENINA.

  2. Nossa….há tempos que não lia tanta coisa boa…É disso que eu venho querendo explicar as pessoas do meu ciclo social…que na maioria das vezes não conseguem assimilar o que eu digo….Como se fossem limitados mentalmente.

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