Uma vacina experimental contra o HIV, que tem como alvo mais cepas do vírus do que qualquer outra desenvolvida até o momento, iniciará um ensaio clínico em estágio final ainda em 2019. A vacina “mosaico”, que incorpora material genético das cepas do HIV em todo o mundo, também parece ter os efeitos mais eficientes e duradouros do que qualquer outro teste em pessoas.

Pequenos ensaios com a nova vacina em pessoas mostraram que ela causava uma resposta imune, como a produção de anticorpos o contra o HIV. Desde setembro, os cientistas avaliaram em milhares de pessoas para ver se a vacina oferecia alguma proteção contra a infecção do vírus. O estudo de fase III testará a vacina em pessoas trans e homens gays na América e na Europa.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, essas comunidades são desproporcionalmente afetadas pelo HIV, com aproximadamente dois terços das novas infecções nos Estados Unidos ocorrendo entre homens gays e bissexuais. A equipe que conduziu o teste, discutiu o projeto durante a Décima Conferência Internacional da Sociedade da Aids sobre Ciência do HIV realizada na Cidade do México durante o mês de julho.

Adicionar uma vacina eficaz contra o HIV ao arsenal de medidas preventivas que atualmente estão disponíveis para proteger as pessoas contra infecções, incluindo preservativos e um regime antirretroviral chamado PrEP, pode fazer uma grande diferença, como comenta Susan Buchbinder, epidemiologista da Universidade da Califórnia em São Francisco, que faz parte da equipe Mosaic.

Alguns dos métodos preventivos, como a PrEP, que exige tomar uma pílula diária, podem ser difíceis de manter ou até de acessibilidade para as pessoas, diz o epidemiologista Jorge Sánchez, do Centro de Pesquisa Tecnológica, Biomédica e Ambiental de Lima, Peru, mais um dos pesquisadores da nova vacina. Esta nova vacina irá requer algumas injeções a cada dois anos, podendo ser uma boa alternativa para quem é soropositivo.

A equipe do Mosaic espera que a vacina ajude a proteger pelo menos 65% dos participantes do estudo. Eles esperam obter resultados até 2023. O estudo será patrocinado por um consórcio liderado pela Janssen Vaccines & Prevention, parte da Johnson & Johnson de New Brunswick, Nova Jersey.

Com informações do site Nature

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