O mundo parece estar em um colapso, a natureza grita, tudo parece uma bomba relógio prestes a explodir, mas, por fé ou loucura continuamos fazendo planos. Uma parte de você pode não acreditar tanto assim no futuro do planeta, mas você já até escolheu nome pros filhos que quer ter. Você continua plantando uma árvore esperando pelos frutos. Você continua planejando uma viagem, você continua acreditando nos seus sonhos.

Os relacionamentos se rendem a liquidez, começam e terminam com velocidade. Até aqueles casais perfeitos que você seguia no instagram anunciam a separação. Você se rende a efeméride das relações casuais, mas, você falou pro seu melhor amigo que quer que ele seja seu padrinho e até salvou a foto daquele fotógrafo que você gosta porque ainda sonha com um casamento daqueles em que todo mundo chora um pouco na igreja e acaba com a gravata amarrada na cabeça depois de umas tequilas durante a festa.

Depois de alguns cabelos brancos, puxadas de tapetes e decepções com as suas amizades e depois de ter jurado ser mais duro, mais seguro e mais racional; depois de ter ficado sozinho quando precisou e ter suas ligações negadas numa madrugada de solidão; você ainda se vê abrindo a porta da sua casa e da sua vida pra acolher e abraçar quem precisa. Você ainda dá muito de si mesmo sem reciprocidade; você não desiste.

Se você tiver coragem, por teimosia ou por poesia haverá um jeito de recomeçar. Você vai encher os olhos quando encontrar em outro corpo o amor da sua vida. Você vai enxergar beleza nas coisas mais simples e ainda vai ver filhos com os teus olhos, ou com os dela. Se você tiver coragem, o medo ainda vai te acompanhar, afinal, o mundo continua o mesmo apesar da nossa fé. Mas não se assuste, nem todo mundo é capaz de amar; Amar é para os heróis; amar é o maior dos atos de coragem.

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Capa: reprodução autorizada- Instagram do autor

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Giovane Galvan
Giovane Galvan é taurino, apaixonado e constantemente acompanhado pela saudade. Jornalista, designer, produtor e redator, escreve por paixão. Detesta futebol e cozinha muito bem. Suas observações cotidianas são dramáticas e carregadas de poesia. Gosta do nascer e do pôr do sol, da noite, mesas de bar e do cheiro das mulheres pra quem geralmente escreve. Viciado em arrancar sorrisos, prefere explicar a vida através de uma ótica metafórica aliando os tropeços diários a ensinamentos empíricos com a mesma verdade que vivencia. Intenso, sarcástico e desengonçado, diz que tem alma de artista. Acredita que bons escritos assim como a boa comida, servem de abraço, de viagem pelo tempo e de acalento em qualquer circunstância.

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