O objetivo da caminhada foi mostrar que todas as religiões podem e devem existir sem qualquer tipo de preconceito e intolerância.

Realizada em Salvador no último dia 15, uma caminhada ecumênica com o intuito de pedir respeito às religiões, concentrou mais de duas mil pessoas.

A caminhada contra a intolerância e o ódio religioso, teve adeptos e fiéis das igrejas católica, evangélica e do candomblé na mais perfeita harmonia, mostrando que todas podem coexistirem no mesmo lugar.

Cantando e aplaudindo uns aos outros, os participantes caminharam por grandes pontos religiosos da cidade e que contemplavam todas as religiões.

“Hoje eu reforço a mensagem que não estamos aqui para pedir direitos que já temos. Estamos aqui para pedir respeito”, explicou Mãe Val, no início da caminhada.

Já a bióloga Taísa Alexandre e a esteticista Priscila Lima, ambas evangélicas, representavam a Igreja Metodista do bairro.

“Temos um projeto de direitos humanos nos espaços de Jesus para mostrar que o respeito é possível e que o povo evangélico possa dialogar com outras religiões”, disse Priscila.

As duas mulheres defenderam o aceitação e o respeito por outras religiões.

“É importante que a gente venha, principalmente nesse contexto político. É fundamental que aqueles que discordam do discurso de morte venham anunciar a paz, como Jesus faria”, completou Taísa.

Da vertente católica, o padre Lázaro Muniz, pároco da Igreja Santa Cruz, falou sobre o perigo das pessoas em se omitirem em casos de intolerância e ódio religioso.

“Quando uma religião é atingida pelo mal, temos que ajudar. Se um irmão é atingido hoje, um dia pode ser eu. E ser omisso é colaborar com aqueles que praticam o mal”, refletiu o padre.

Um dos organizadores da caminhada, infelizmente constatou algo que óbvio e pouco discutido sobre os ataques religiosos: o racismo presente na sociedade.

“Esses ataques são um fenômeno do racismo, porque é uma religião do povo negro”, disse o ogã do Terreiro do Bogum e um dos organizadores da caminhada, Edmilson Sales.

Que esta caminhada sirva de exemplo não só para outras cidades brasileiras, mas para a sociedade como um todo perceber a importância de respeitar e acolher todos que seguem caminhos religiosos diferentes.

Com informações do Correio24horas

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