Sediado em Nairóbi, na capital do Quênia, o negócio reaproveita chinelos velhos e também peças de borracha encontradas nas praias do país. Ao todo, mais de 400 toneladas de lixo já foram retiradas do oceano por causa desse projeto.

Hoje em dia, quando passeia pelas praias da costa leste da África, você vai se deparar com esculturas coloridas de elefantes, javalis, rinocerontes, leões e girafas – algumas em tamanho real, inclusive. E se você não sabia, todas elas foram feitas com chinelos de borracha velhos encontrados no oceano em sua maioria.

O reaproveitamento e transformação desses materiais em brinquedos, artigos de moda e arte, acontece por causa de uma ideia posta em prática pela empresa Ocean Sole. O resultado do trabalho do negócio são essas criações lúdicas que acabam vendidas para jardins zoológicos, aquários e lojas especializadas de 20 países do continente.

“A poluição em todos os nossos cursos de água é um grande problema”, diz Church, nascida e criada no Quênia. “Os rios estão entupidos com plástico e borracha”, ela acrescenta. “Quando as pessoas dizem que o oceano é uma sopa de plástico, é porque o plástico não vai embora – ele só se decompõe em partes menores”.

Segundo os cientistas, o tempo para a decomposição de materiais feitos de borracha varia de 100 a 600 anos. Em grandes quantidades no fundo dos oceanos, eles se tornaram um dos principais vilões da vida marinha, sendo responsáveis por tirar a vida de peixes e outras espécies marinhas.

Veja abaixo um vídeo de como funciona esse processo e também algumas fotos desse incrível trabalho:

Fotos: Reprodução/Ocean Sole

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