A cuidadora de idosos Larissa Schwingel e seu marido, o metalúrgico Ezequiel Matos da Silva, criaram uma oficina que conserta e doa cadeiras de rodas para pessoas de baixa renda.

O trabalho do casal é realizado no quintal da casa deles, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR).

Eles começaram quando Larissa doou duas cadeiras de rodas utilizadas pelo pai dela. Após o gesto, o casal começou a reformar cadeiras quebradas e enferrujadas. Então os pedidos foram surgindo espontaneamente.

“A gente foi reciclando nos ferros-velhos, sucata de cadeira e foi fluindo. Hoje, a gente uma quantidade de cadeiras e dependemos de doações para arrumar elas”, explicou Ezequiel.

O casal faz esse trabalho voluntário quando estão de folga. Em dois anos de trabalho, Larissa e Ezequiel já reformaram cerca de 20 cadeiras, que foram todas destinadas para pessoas da região de Guarapuava e, até mesmo, de outros estados.

A dona de casa Reni Terezinha Pacheco foi uma das pessoas que receberam cadeiras do casal. Ele ficou com duas cadeiras para os filhos gêmeos – João e Maria. Os jovens de 15 anos têm paralisia cerebral.

Antes da doação, dona Reni precisava carregá-los no colo para onde quer que tivessem de ir. “Eu colocava no sofá, do sofá para o colo. Não podiam nem sentar. Imagina você comer deitado, igual eles comiam. Agora, ficam sentadinhos. Melhorou o mundo para eles”, conta.

Dona Reini também conta que o semblante dos filhos mudou: Maria, por exemplo, “nunca sorriu tanto”.

“A mulher veio aqui [Larissa], mas ela não disse o nome dela. É um anjo da guarda. Não tenho palavras para agradecer. Só Deus mesmo para ajudar eles”, disse dona Reni.

Larissa e Ezequiel se sentem gratos pelo trabalho. Eles acreditam que conseguiram formar uma corrente do bem na cidade. “É mágico, não tem como explicar a sensação que é. Você tem que fazer para sentir. Ver crianças precisando, e poder ajudar é muito bom”, disse Larissa.

O trabalho voluntário dos dois precisa constantemente de doações. Eles costumam receber peças e cadeiras de amigos e colegas.

Quando recebem uma cadeira de rodas, eles primeiro realizam a desmontagem para saber o que pode ser aproveitado e o que será descartado. Depois disso é feita uma limpeza completa de cada peça. Concluída a remontagem, a cadeira é destinada para quem precisa.

Algumas peças importantes para a reforma de uma cadeira custam caro. Ezequiel conta que uma peça que poderia ser importada por menos de R$ 5, comprada em lote, custa R$ 75 aqui no Brasil.

“Nossa dificuldade é essa. A gente não tem como fazer um estoque de peças, senão seria muito mais rápido para a gente atender”, explica.

Fonte: G1/Fotos: Divonei Ravanello/RPC Guarapuava

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