O jovem Luiz é de uma família bem humilde e mesmo sem ter quase nada para comer em casa, ele resolveu doar o único ovo que tinha para ajudar um abrigo de idosos em Caçu, no sudoeste de Goiás.

Luiz Gustavo Rodrigues doou o único ovo de galinha que a família tinha para comer naquele dia para voluntários que passaram pedindo arrecadações para um leilão beneficente num abrigo de idosos.

A doação de Luiz foi tão espontânea e generosa que o ovo doado por ele conseguiu 4 mil reais em doações – dinheiro que vai ajudar a reformar o abrigo de idosos. Como prova de que gentileza gera gentileza, a família do menino recebeu uma doação de alimentos dos mesmos voluntários que prepararam o leilão para os idosos.

Era fim de tarde naquele dia quando bateram na porta da família e o padrasto do menino, Luizmar Nunes, rececbeu o grupo de voluntários.

Luizmar, que é pedreiro, ainda se emociona ao lembrar que não tinha nem comida direito dentro de casa para ele, a esposa, Luiz e mais dois filhos, irmãos do menino.

“Naquele dia, eu não tinha quase de comer dentro da minha casa. Aí eu peguei e falei para voluntária: Olha dona, hoje eu não tenho, mas amanhã, você passa aqui que eu contribuo”, relembrou emocionado.

A voluntária de quem Luizmar está falando se chama Jéssica Taís Santos. Foi ela quem recebeu o ovo das mãos de Luiz Gustavo.

“Uma atitude como essa, ainda mais vindo de uma criança inocente. A humildade que ele teve de vir me entregar o que ele podia doar, me emocionou bastante”, disse Jéssica.

Jéssica resolveu com os outros voluntários que ira manter aquele ovo como prenda no leilão.

“Um simples ovo com as melhores das intenções veio fazer o que fez. Esse grande omelete de solidariedade”, declarou o presidente do abrigo de idosos, Lúcio Teodoro Morais.

Matéria com informações do site G1 / Fotos: Reprodução/TV Anhanguera

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1 COMENTÁRIO

  1. Existem crianças que já nascem boas, independente de serem ensinadas a serem boas ou más. Por isso, às vezes se destacam, convivendo em antros de perdição (não é o caso dessa família, felizmente), chamados “lares”, sem se contaminarem ou se perderem de si mesmas. Crianças que já nascem sentindo a dor do outro como se, sua, fosse e se importando com lágrimas que rolam de outros rostos que, não, o seu. Quando elas crescem, geralmente são aqueles anjos humanos que doam suor e sangue por sofredores desconhecidos, não se importando de adentrar prédios em chamas para resgatar um “simples” gatinho ou se atirar às águas revoltas para salvar “apenas” um cão. Existem crianças que já nascem boas e precisamos delas, mais do que nunca precisamos delas para a gente não descrer que a vida tem sentido e que Deus é bom.

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