O fim de um ciclo amoroso pode ser também a reconstrução de um eu perdido, um elo deixado de lado por pura distração da paixão, uma anestesia mental. Muitas relações amorosas podem mesmo deixar o ser em completa desconexão, e este retorno é sempre um movimento sagrado, pois nele vamos juntando aquilo que fomos deixando pelo caminho quando deixamos de estar em conexão com nós mesmos.

As relações ditas tóxicas são também um espelho fino da toxicidade que existe em nós. Ele refina o olhar para questões que precisam ser iluminadas a fim de refletir o nosso próprio campo de ressonância, aquilo que estamos vibrando e atraindo sem nos darmos conta. São como notas musicais que vibram no mesmo tom e criam ressonância em outros seres, co criando assim uma vivência refletida.

E o momento da solitude é aquele vazio da conexão amorosa, aquele respiro cósmico de amor tão necessário para esse sentir com integridade. Sentir os próprios sentimentos sem qualquer intervenção energética de outro ser, um acolhimento genuíno sem projeção. E quando nesse ciclo de total solitude nos colocamos em real presença e buscamos estar nesse preenchimento interno, é possível dar saltos quânticos em diversas esferas! Realizar e pulsar sonhos, viver novas possibilidades de vida, co criar uma nova realidade com consciência, uma realidade próspera e abundante até mesmo no amor.

Não estar numa relação amorosa não é o fim do mundo, e esquece esse papo de “não nasci pro amor”, e “ninguém me ama” – isso é projeção de escassez, é carência, falta de amor próprio, e quando vibrando nesta frequência, é possível co criar relações simbióticas, escassas, “amor” de migalhas, as tais relações tóxicas.

A solitude desperta, amadurece, cria vínculos sólidos consigo mesma, e faz entender que para viver uma nova relação é necessário estar inteira, bem em si, curada de ciclos passados, para não projetar traumas.
Faz entender que após este processo de resgate pessoal, não basta alguém que apenas a queira, mas que a mereça!

Cuidar do espaço sagrado é necessário para não cair nas armadilhas de relações com pendências emocionais e de pessoas confusas. Liga o radar! Porque como diz o ditado, antes só do que mal acompanhado, mesmo!

Ame a sua solitude, ame seu ser, que o amor vem como consequência. Nascemos para viver o amor, e as solitudes podem ser um preparatório para uma nova história promissora. Se cura, se nutra,porque tudo é perfeito.

Foto de diana spatariu no Unsplash

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS



LIVRO NOVO




Anieli Talon
É jornalista, atriz, locutora, dubladora e tem a comunicação como aliada. Escritora por natureza, tem mania de preencher folhas brancas com textos contagiados por suas inspirações .

1 COMENTÁRIO

  1. Não somos a metade de ninguém e se você depende de outra pessoa para ser feliz, você dança porque ela pode mudar de idéia e desistir de caminhar junto. Pode adoecer e morrer, então você vai curtir o luto mas não precisa morrer também. A hora do nascimento de cada um é exclusiva, mesmo que você tenha nascido junto com quíntuplos, cada um vai trilhar um caminho diferente, pensar com a própria cabeça e sentir com o próprio coração. Xipófogos ainda que nascendo prisioneiros recíprocos, sentem fome, sono e sede com intensidades e horários diferentes e quando finalmente separados, viverão, cada um o seu direito de arbitrar, compreender e julgar, não necessariamente igual ao outro, porque não são uma só alma. Somos inteiros, não metades, não pedaços de outra pessoa que nos completam e ainda que vivamos sob o mesmo teto, professando um amor “eterno” e dormindo na mesma cama, continuamos sendo Cada Qual, por mais afinidades compartilhadas e ideais em comum sejam vividos. A hora da partida nem sempre soa ao mesmo tempo para os dois; adeuses, por mais doam, são inexoráveis; caminhos se bifurcam, já não são a mesma estrada e aí, como é que fica?

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here