O amor é um sentimento espontâneo e natural, então não se esqueça: valorize quem procura por você e ame quem não te deixa ir.

É tão incoerente exigir o amor de outra pessoa quanto proibir uma pessoa de nos amar, já que todo amor deriva da espontaneidade e de nossa liberdade interior. Não podemos controlar o que sentimos nem os sentimentos que provocamos em outras pessoas.

Quando amamos, fazemos isso com todo o nosso ser, nossa inteligência, nosso corpo, nossos sentidos e, é claro, nosso coração. É algo irresistível, que encerra a beleza e às vezes a dor, mas isso sempre nos ensina a nos conhecermos.

Valorize quem demonstra interesse em você

Às vezes é aceito que o amor é sofrimento, que para amar devemos sofrer, mas é uma crença equivocada que nos separa de um relacionamento saudável e equilibrado. Ame e compartilhe, desfrute como um casal. Ame, mas também mantenha o seu espaço, permaneça você mesmo.

Com os amigos e com os casais aceitamos situações em que sempre temos que mostrar interesse em nós, em que só dizemos “eu te amo”, em que parece que só queremos compartilhar as coisas com a outra pessoa.

É muito difícil aceitar que, se alguém não liga para você, é porque não quer falar com você, que se está procurando desculpas por não ficar, é porque não quer ver você e que se não disser “eu te amo” é porque não o sente.

Nosso ego não aceita que eles nos ignorem e procurem desculpas como “Ele estará ocupado”, “Ele não ouviu o telefone”, “Ele não me diz que me ama por medo”, mas é importante ser realista, ver a situação como ela é: sim alguém não nos ama ou não nos valoriza, não podemos forçá-lo a fazê-lo.

Ao contrário, se alguém demonstra interesse em nós, se preocupa, nos chama, escreve para nós, devemos valorizar esse interesse, essa sincera demonstração de afeto e respeito. Uma demonstração espontânea de afeto é algo que surge do coração, o que nos faz refletir sobre o que é realmente importante.

Ame quem quer estar ao seu lado

Uma pessoa que realmente quer estar ao seu lado te chama para saber como você está, está com você em tempos difíceis, olha nos seus olhos e ouve atentamente o que você tem a dizer, respeita e valoriza como você é, Ele te admira e te mostra. Em suma, ele ama você.

Se alguém quiser estar ao seu lado, é e dia a dia você pode contar um com o outro, seja um casal ou um amigo. Se você quer passar tempo com alguém, você o encontra e compartilha momentos sem olhar para o relógio, deixando passar as horas sem perceber.

No caso de um casal, como argumenta Walter Riso, é importante que, quando amamos, sabemos diferenciar, “ser um”, que cancela o particular para integrar-se ao todo, de “estar emocionalmente unido”, o que implica ter um vínculo em que cada um pessoa mantém suas peculiaridades e diferenças.

Procure reciprocidade em seus relacionamentos

Para que o amor de um casal ou um relacionamento com um amigo funcione, deve haver uma troca básica: Walter Riso faz uma analogia com os pensamentos de Aristóteles e São Tomás em seu “Guia prático para não morrer de amor” e diz que um amor justo é aquele que combina a justiça distributiva (distribuição de encargos e benefícios proporcionalmente entre os membros do casal), bem como a justiça comutativa (evitando fraudes e fraudes em qualquer de suas formas).

Para Riso, uma relação é baseada na reciprocidade quando: a troca afetiva e material é equilibrada e justa, os privilégios são distribuídos igualmente, o acesso aos direitos e deveres é o mesmo entre as duas pessoas, nenhum dos membros tenta aproveitar ou explorar o outro e ninguém acha que ele merece mais do que o outro.

Artigo extraído e traduzido do site La mente es maravillosa

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