Às vezes amamos tanto uma pessoa que não nos importamos de que maneira, mas queremos que ela preste atenção em nós, não nos importamos se essa pessoa nos quer ou não, gostaríamos que ele se apaixonasse por nós, como se seus desejos ou ideais não importassem, como se fôssemos onipotentes para decidir o que queremos e acima do que os outros deveriam querer, e regularmente quando isso acontece é que não estamos realmente apaixonados, na realidade somos apenas apaixonados por algo que queremos de maneira superficial, porque precisamos ser muito egoístas pensar apenas no que se quer acima do que os outros querem, e é precisamente esse egoísmo que nos diz que não estamos apaixonados, porque o amor é precisamente o oposto do egoísmo, o amor sobrepõe as necessidades da outra pessoa sobre o nosso.

Mas o amor é algo que deve ocorrer naturalmente, o melhor que podemos fazer para amar alguém é fazer o nosso melhor para não mentir ou exagerar, é mostrar apenas o que somos para que a outra pessoa possa perceber se somos o que ela está procurando, enquanto pares além da aparência da pessoa que chamou a nossa atenção, porque muitas vezes acontece que as pessoas não são como imaginamos e aparências são muitas vezes enganosas, por isso, enquanto nós mostramos como ao mesmo tempo devemos ver se essa pessoa é realmente aquela que imaginamos e, se for, deixar todo o resto nas mãos do destino.

Eu sou aquele que pensa que a pessoa que pretende ser para nós não pode ser tirada, não pode ser impedida de alcançar nossas vidas, por isso não há ponto de forçar as coisas com alguém que não tem respeito por nós, não é tentar fazer alguém gostar de nós, pois alguém que vai se apaixonar por quem somos, como somos, sem mudar nada, sem ter que fingir nada, porque se somos nós que começamos um relacionamento baseado no engano não podemos reclamar depois se as coisas não correm como esperávamos, a vida é sábia e tudo vem na hora certa, e não nos primeiros encontros.

E embora ninguém goste dessa definição de amor, e agora todo mundo “tem sua versão leve” de amor, uma versão que atende às suas necessidades e gostos, mas acima de tudo sua conveniência, e pode querer enganar o mundo inteiro, talvez eles até se enganem por um tempo, mas o que eles têm na realidade não é o amor, mesmo que eles chamem o mesmo, mesmo que eles digam amor, não será se ele não estiver enraizado no respeito, na aceitação da outra pessoa. Na tolerância e principalmente na capacidade de discordar e pensar ou sentir diferentemente de como o fazemos, podemos chamar de amor a qualquer relacionamento que os atravesse, o problema é que depois de viver reclamando que o amor é uma porcaria e não é verdade, droga é a sua versão como eles inventaram sobre o amor.

Do site SerMejor
Imagem de capa: Pexels

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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