O dia dos namorados está chegando e as piadinhas, cobranças e comentários no estilo “vai ficar para titia” também. Confesso que não entendo essa necessidade absurda em “ter alguém a qualquer custo” que algumas pessoas possuem, mas vamos conversar um pouquinho sobre amor próprio, bom senso e vergonha na cara.
Para começo de conversa é bom entendermos que “estar só” é apenas um estado e não um decreto. Ninguém nasce condenado a ficar sozinho para o resto da vida e a prova disso são os romances que vivemos ao longo dela (indiferente da duração dos mesmos).
O problema é que há um grande preconceito em relação à independência emocional e à solitude. Estar só e feliz é quase uma afronta à sociedade e, por essa razão, as pessoas buscam a todo custo um parceiro de vida.
Falamos tanto em valorizar a autonomia, a liberdade pessoal, a inteligência emocional e o autocontrole, mas ao primeiro sinal de solidão nos desesperamos e entramos em depressão.
Precisamos aprender a selecionar nossos relacionamentos com mais sensibilidade e entender que estar com alguém que não compartilha dos mesmos sonhos, que não se envolve emocionalmente e que não quer um compromisso sério é o mesmo que estar só (mas no pior sentido da palavra).
Quando somos capazes de entender que ficar só não é vergonhoso, não é ruim e não faz mal, começamos a dar valor na própria companhia e na própria história e enxergamos que estar nesse estado, às vezes, é um grande privilégio.
A nível de amadurecimento emocional, todos deveriam passar por um momento de solidão para se conhecerem e se (re)descobrirem, visto que são nesses momentos que o indivíduo entende que o equilíbrio emocional e a paz de espírito começam de dentro para fora e não a partir do outro.
Por isso, valorize mais os momentos em que você tem a oportunidade de se (re) descobrir. Avalie seu desejos, refaça sua lista de sonhos e tire os projetos do papel. A vida é muito mais interessante quando alguém nos acompanha por opção e não por comodismo.
***
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
Nos dias de hoje, os hobbies online fazem cada vez mais parte da rotina de…
Durante muito tempo, os jogos online foram vistos apenas como uma forma de entretenimento leve,…