Uma situação angustiante abalou o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande na noite de quinta-feira (25). Uma criança de apenas seis anos, cuja identidade permanece protegida, tornou-se vítima de um erro médico chocante, que não apenas gerou comoção, mas também levantou sérias questões sobre os protocolos de segurança em ambientes hospitalares.
A menina, que buscava tratamento para uma celulite infecciosa na perna esquerda, acabou tendo sua perna direita operada erroneamente. O alarme só soou quando a mãe, Fernanda de Oliveira, percebeu o equívoco após a criança retornar do centro cirúrgico para a enfermaria. “Eu me desesperei, comecei a gritar, chamando: ‘meu deus, o que tinha acontecido?’. Aí veio as enfermeiras, perguntaram o que aconteceu e eu disse ‘vocês não viram? Vocês operaram a perna errada!'”, relatou Fernanda.
De acordo com o G1, o caso ganhou contornos ainda mais estarrecedores quando se descobriu que a perna correta já estava devidamente identificada com uma tala e uma janela para o edema, o que deveria ter evitado qualquer confusão. “É nítido, visível, porque ela estava com uma tala aberta com uma janela de acesso para o edema e eu não sei como uma equipe médica não deu conta disso”, lamentou a mãe da criança.
O Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande agiu rapidamente ao afastar toda a equipe envolvida e iniciar uma sindicância para apurar os fatos. O diretor técnico da instituição, Dr. Flávio Daniel, assegurou assistência integral à criança e à família, além de garantir que medidas administrativas serão tomadas ao final das investigações.
O pai da menina, Telesmar Silva, dirigiu-se à Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência, expressando preocupação com possíveis sequelas decorrentes do erro médico. “Tô muito revoltado, fui pra central de polícia, prestei o boletim de ocorrência. Vou procurar todos os meus direitos como pai e quero justiça”, declarou.
A delegada Renata Dias, da Repressão da Infância e Juventude, confirmou a instauração de um procedimento para investigar o ocorrido. Todos os envolvidos no procedimento cirúrgico, bem como familiares e testemunhas, serão ouvidos para elucidar os fatos.
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