Temos medo. Talvez já tenhamos nos arriscado e sofrido. Talvez, não tenhamos sequer tentado. De qualquer forma, temos medo.

Pior ainda, temos medo de reconhecer nosso medo. Nos escondemos atrás do manto do “não era para ser”, “foi melhor assim”, “nem queria mesmo”, enquanto perdemos oportunidades de viver, e de ser feliz.

Bauman já dizia que vivemos em uma sociedade líquida, em que tudo vem e tudo vai sem apego, com desprendimento. Assim, também vivemos amores líquidos, amores que mal começam e já estão fadados ao fim.

Não me comprometo para não sofrer, o outro também não. Então, vivemos relacionamentos pretensamente seguros, rasos e que inevitavelmente terão seu fim.

Muita gente procurando amor. Por que ninguém encontra?

Porque estamos encastelados em nós mesmos, fechados em nossas dores, medos e frustrações, sem tempo e disposição para arriscar.

Assim, os dias passam, a frustração aumenta e começamos a acreditar que “não era para mim”.

Bobagem. Se a sociedade é líquida, escolho ser sólida. Vou sofrer assim? Vou sofrer de qualquer jeito, afinal, viver é um risco.

Porém, do outro lado do risco, há vida. E do outro lado do medo, o que há ?

Imagem de capa: Pexels

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Carolina Cavalcanti Pedrosa
"Curitibana, com o coração no mundo. Adoro escrever, ler, um bom filme e passar o tempo com minha família e amigos. Gosto de colecionar momentos. Vejo a vida com olhos de poesia, e transformo tudo em palavras. Encontro nelas meu refúgio e minha forma de espalhar amor e luz no mundo. Que elas possam deixar seu dia mais feliz e seu coração mais leve. Vem comigo?"

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