Deixar ir parece ser a chave para nos salvar do sofrimento, para sermos honestos com a vida e aceitarmos que mesmo que nos apeguemos a algo, as coisas não serão como esperamos.

Deixar ir requer muita maturidade emocional e um importante autoconhecimento, pois sempre podemos ser presas de nosso ego, que repete a cada momento quais caminhos tomar para se sentir cada vez pior, com a desculpa de que eventualmente teremos resultados próximos do que queremos.

O que torna nosso ser doente, emocional, física e psicologicamente é todo o fardo negativo que decidimos carregar em nossos ombros e que chega um momento em que o multiplicamos de tal maneira que nos torna impossível carregá-lo, no entanto, imerso no pesar, nós sempre fazemos um esforço extra para que não haja o menor drama possível e não carreguemos um pouco mais.

Somos especialistas em sofrimento, podemos ter milhares de coisas positivas para celebrar a vida, mas essa ferida se originou quando tínhamos 4 anos, o que em nossa mente inocente interpretamos de uma maneira particular, perfeita para carregá-la e alimentá-la durante o resto nossas vidas sem sequer estar ciente disso.

Nossas patologias e nossos comportamentos doentios são um alerta para nos conectarmos com a parte mais profunda de nosso ser, para elevar, como as camadas de uma cebola, tudo o que acumulamos. Nosso corpo reclama, nossas emoções nos alertam que algo não está certo e, enquanto não dermos a devida atenção, isso vai piorar.

Podemos aplicar paliativos, mas só olhando dentro de nós conscientemente trazemos à luz o que não nos permite curar. O ressentimento, a culpa, a raiva, a raiva, a tristeza, os medos, não fazem nada, mas nos dizem que devemos deixar ir, que é necessário curar a nós mesmos, porque senão as manifestações se tornarão piores.

Silencie a mente, comece um processo que permita ouvir a sua alma. Essa conexão vai te dar a oportunidade de gerir a sua mente e emoções de maneira diferente, o perdão se tornará mais acessível, a culpa vai desaparecer porque não há nenhuma razão para hospedá-la no seu ser e, portanto, cada das manifestações do ego perderá o sentido e com elas a necessidade de sofrer.

A cura em qualquer de suas áreas começa de dentro, aceitando, deixando ir, libertando-se da mente e compreendendo que todos somos mais do que aquilo que vemos. Sua vida é muito valiosa, não a desperdice deixando que sua mente se apegue às coisas que sustentam seu ego no papel principal.

Traduzido e adaptado do site Rincón del Tibet

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A Soma de Todos Afetos
Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

2 COMENTÁRIOS

  1. Desapegar-se é fundamental e já deveríamos estar acostumados ao desprendimento porque estamos a nos despedir, todos os dias, daquilo que fomos. Despedimo-nos da infância para entrar na adolescência e vamos queimando etapas de idades anteriores, chegando à madureza e à senectude com uma bagagem de adeuses que é preciso tornar mais leve. Assim como o avião durante o voo se livra do combustível para tentar pousar, deveríamos nos despojar do inútil e do supérfluo a fim de valorizar o mais importante e o que merece ser salvo. Melindres e mágoas, ressentimentos e dissabores são empecilhos que nos embrulham em nós mesmos, impedindo a caminhada. Desapegar-se do que nos adoece, é curar-se.

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