“Aqueles que não podem mudar de ideia não podem mudar nada”, disse George Bernard. Cegos pelo desejo de ter mais, perdemos o mais valioso. E quanto mais valor perdemos, mais nos cercamos da insignificância em um esforço vã de assegurar que tudo é como “deveria ser”.

O terrível erro de equiparar o sucesso ao status social e às posses materiais, e ao erro ainda mais terrível de acreditar que eles são sinônimo de felicidade, fez com que muitas pessoas olhassem para fora em busca daquilo que deveriam procurar dentro de si mesmas.

“A indústria da publicidade é aquela que se dedica à criação de consumidores. Este fenômeno se desenvolveu nos países mais livres, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Ficou claro há cerca de um século, quando esta indústria percebeu que não seria fácil controlar uma população com o uso da força, já que tinha ganhado muita liberdade: sindicatos, parlamentos e direitos para partes dos trabalhadores em muitos países, o direito de voto para as mulheres … Então, eles tiveram que encontrar outros meios para controlar as pessoas”, escreveu Noam Chomsky.

É mais fácil controlar os consumidores manipulando suas crenças e atitudes do que usar a força para mantê-los dispostos a alimentar o sistema com seu tempo e esforço. O resultado, no entanto, não difere muito: em ambos os casos a vida escapa sem viver, correndo atrás dos objetivos que outra pessoa decidiu em seu lugar.

Para esse sistema, a sociedade ideal é baseada em uma díade: você e a televisão, ou talvez agora você e a internet. Em ambas as plataformas, eles apresentam a você como deve ser a vida ideal e bem-sucedida, o tipo de coisas que você deve ter e os objetivos que você deve alcançar. Eles constantemente lembram a você como gastar seu tempo e esforço. Ou o que é o mesmo, eles incentivam você a comprar coisas que você não precisa e que você realmente não quer e que você provavelmente acabará deixando de lado.

Felizmente, mais e mais pessoas começaram a questionar esse sistema no qual a felicidade não é garantida e muito menos o sucesso, que é um ideal cada vez mais ilusório. Ser uma engrenagem do sistema garante que as coisas fluirão, mais ou menos, enquanto tudo estiver bem lubrificado, mas ao menor contratempo, você será facilmente substituído e esquecido.

Paz interior como um novo ideal de sucesso

A paz interior, o estado em que você se sente em equilíbrio com você e com o mundo, onde nada falta e nada é supérfluo, está suplantando o conceito arcaico de sucesso, levando-nos a viver mais relaxados, mas, acima de tudo, mais atentos com nossas necessidades e desejos autênticos.

A paz interior implica em fazer as pazes com o mundo. Não podemos nos sentir em paz se estamos constantemente criticando ou se guardamos rancor. Isso significa colocar em prática uma aceitação radical que nos liberta dos pensamentos e sentimentos que realmente nos perturbam.

O caminho para a paz interior não oferece garantias, e muitas vezes é tortuoso demais para os espíritos preguiçosos, mas garante a jornada mais excitante de todas: a reunião com você mesmo.

Traduzido e adaptado do site Rincón Psicologia

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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