Formada por 15 detentas do presídio Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, uma equipe está ajudando no futuro de crianças. Em seu processo de recuperação, as internas receberam a missão confeccionar os uniformes de alunos das escolas municipais do Rio.

Elas passaram por um curso de corte e costura e produzem os uniformes dentro de um galpão no presídio. São feitas fazemos fantasias, uniformes das guardas, de domésticas. E várias outras confecções.

A ideia da prefeitura é ampliar cada vez mais a produção dos uniformes pelas detentas.

“A gente, com certeza, vai ampliar isso para que, no futuro, até 100% dos uniformes dos alunos da rede municipal seja produzido na cidade do Rio pelas cooperativas comunitárias e pelas detentas que estão aqui”, afirma o subsecretário de Gestão da Secretaria Municipal de Educação ao G1.

A ressocialização destas mulheres é o ponto principal da ação, como explica Paulo Horn, diretor de produção da Fundação Santa Cabrini. “Acho que, neste momento, a maior importância é dar a visibilidade nessa capacidade, nessa potencialidade de ressocialização das presas”.

Cristiana Silva Gomes é uma das detentas. Ela vive uma situação especial. De dentro do presídio, costura os uniformes que seu neto usará no começo da vida escolar dele. Para ela, essa é uma chance de ensinar uma lição ao pequeno. Que a partir de um erro é possível descobrir e realizar muitos acertos.

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