Déborah Izy

Reciprocidade: uma via de mão dupla

Eu queria poder agir mais com a razão, assim eu não teria tantas preocupações durante o dia. Eu queria responder a cada pessoa como ela merece, isso evitaria tantas lágrimas e decepções. Eu queria não esperar que as pessoas façam por mim o que já fiz por elas, com certeza eu viveria menos frustrada. Eu queria me importar menos com essas coisinhas que nós mulheres nos importamos quando estamos com alguém. Eu queria, ah como eu queria, sorrir por inteiro na certeza de que está tudo “ok”.

A verdade é que pra maioria de nós, é exatamente o oposto. A gente mede as pessoas com nossas medidas, e esquecemos que elas têm seus próprios conceitos. A gente se importa tanto com quem não está “nem aí”, que vira um círculo vicioso insistir e insistir por uma atenção que não existe e nem vai existir. A gente tem mania de largar TUDO por pessoas que não largariam 1% dos seus prazeres. Temos também a paciência de sempre estar disponível por pessoas que sempre estão ocupadas. Injustiça a nossa? Não, é ingenuidade ou burrice.
Aí, quando descobrimos que estamos amando mais que o outro, vem a frustração e, de brinde, noites de
lágrimas.

O problema é que cada pessoa tem sua personalidade, seu jeito de ser. Por isso, é tão difícil a gente “retribuir na mesma moeda”, afinal, não somos iguais a ninguém. Somos totalmente diferentes, graças a Deus.
Mas é possível aprender a viver melhor, a se valorizar, a se amar. É possível dizer NÃO para esse infeliz que não sabe “ceder” a nenhuma das suas vontades. É totalmente possível aprender a tratar com indiferença quem não te trata como prioridade. É possível também ignorar quem não lembra de você ao acordar ou durante o dia. Depende de você. Você não estará sendo vingativa, mas, aprendendo a parar de sofrer e chorar pelos cantos. Sabe onde pecamos? Quando passamos a fazer TUDO por quem não quer ser esse tudo. O “X” da questão é que relacionamento, minha amiga, é uma via de mão dupla.

A gente tem que doar na mesma medida que o outro. Temos que amar na mesma intensidade que nosso parceiro. Ceder o mesmo tanto que cedem. Nada de fazer mais por alguém que não valoriza, não enxerga. Você só não pode ser a base dessa relação, enquanto ele não está interessado em construir. Tem que haver equilíbrio, sempre! Ame, ame mesmo. Mas ame quem também quem amar. Esteja “disponível” pra quem faz questão da sua presença. Agrade quem merece. Se importe com quem lembra de você. Quem te ama faz questão de estar com você. Quem te quer, demonstra que, de fato, te quer. Quem se importa, procura. Quem quer estar com você, demonstra isso nos mínimos detalhes.

Se não há nenhuma dessas atitudes, então porque querer fazer mais ou SER MAIS? Por favor, se não for recíproco, não insista, priorize a sua felicidade: Você!

Déborah Izy

Taurina, cerveja, ler, escrever, barzinhos, cinema, séries, filmes, super heróis, e amante da vida, acredito fielmente no amor. Gerencio a página em meu nome no Facebook: Déborah Izy. Espero que gostem e se identifiquem.

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