Um paninho, só um paninho. Ou pode ser um brinquedo, ou uma simples coberta. Praticamente qualquer outro objeto pode ser uma importante fonte de valor sentimental para crianças pequenas. Eles são conhecidos como de “objetos de transição”, e estas pequenas coisas ajudam o bebê a encarar as mudanças na infância.

O que são objetos de transição?

Este termo foi criado na década de 50, pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Segundo ele, o bebê no início da vida imagina que ele e sua mãe são a mesma pessoa. Logo, ter um objeto de transição significa segurança e conforto ao bebê.

Com o passar dos meses, ele vai percebendo que a mãe nem sempre pode estar presente em todos os momentos e que ele precisa exercer a sua individualidade. É por isso que os pequenos procuram apoio nesses objetos – seja um ursinho, paninho ou fralda. O pediatra Dr. Moises Chencinski também reforça que a naninha proporciona tranquilidade às crianças, já que podem vir a substituir o colo materno no imaginário infantil.

Além de acalmar, a escolha de um item pela criança ajuda a ganhar confiança para enfrentar outros obstáculos da vida, incluindo a hora de dormir sozinho, o primeiro dia na creche e escola e etc.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Minha pequena tem hoje 8 anos e ainda dorme com o cobertorzinho cor de rosa com que foi embrulhada nos primeiros dias de vida. Lembro-me bem do dia em que o comprei, como se fosse hoje! Todos falam do dito cujo. Mas, não gosto que falem mal dele. Quando me lembro que ela, durante a ecografia 4D, dormia e abraçava o cordão umbilical do mesmo jeitinho que abraça o cobertor, eu penso que o paninho é um aconchego de barriga. Muito fofo! Ela até dorme sem ele. Mas, gosta muito daquele quentinho!

  2. Que interessante!
    Ao observar, o meu netinho de 1 aninho de vida, agarrando uma das orelhas do seu coelho de pelúcia, como se estivesse puxando uma corda, tive a mesma impressão de que ele estaria deslizando as mãos no cordão umbelical!
    Assim, se confirma a mesma impressão da Gabrielle Avelar!

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