Minha mãe sempre sonhou que eu casasse com um homem rico, um militar ou alguém que me desse uma vida de princesa.

Eu fugi dessa história de Castelo e resgate. Eu mesma pulei da torre, enfrentei o dragão, me desfiz das tranças e saltos e me larguei mata à dentro. Fui desbravando novos caminhos na fuga da normalidade, em encontro ao meu próprio ser.

Nessa libertação do homem para minha vida e ideal do casamento perfeito e da mulher ideal para o homem ideal, eu descobri a energia masculina ativa dentro de mim e a feminina criativa, e ambas me trouxeram o equilíbrio perfeito para a minha saga em solitude.

Não recrimino nem julgo minha mãe por esta consciência da dependência de um ser masculino para minha sobrevivência. Na verdade, esse é um ranço da nossa história, que condicionou a mulher ao estado doméstico. Que negligenciou suas capacidades intelectuais por julgamento da força física. Gerações e gerações de antepassadas caladas, oprimidas, condicionadas ao casamento como conquista de vida e algo único a ser realizado.

Mulheres do lar e nascidas para parir.

“Minha filha, para um casamento com um homem decente, seja uma moça decente”.

A mentalidade condicionada de que existe a mulher pra casar e a pra “comer”. A puta e a Santa, que hoje trazem separação, ódio e divisão da mulher. Quanta confusão!

Crenças limitadoras que trazem sofrimento à muitos seres humanos.

Hoje vivemos a Era da Liberdade. Estamos ainda com o facão na mão na trilha do novo tempo, abrindo o caminho e mostrando por meio do nosso caminhar as novas possibilidades de vida longe da era patriarcal e das crenças limitantes. Crenças religiosas condicionantes cheias de medos e pecados.

Eu sou mãe solo, a mulher da minha vida, a dona do meu negócio. Tenho em mim o homem da minha vida que está na energia masculina que também me habita.

Depender financeiramente de um masculino é assinar sentença de prisão domiciliar. Entregar a própria alma ao destino alheio, e não permitir fluir nas águas da própria abundancia divina.

Essa é a Era do resgate do feminino, da energia do amor, da criatividade do sagrado em nós . Da consciência da mulher como matriz divina e potencial de prosperidade. Recobrar a memória de tudo o que somos e de nossas capacidades!

Minha mãe ainda sonha em me ver de branco na igreja casando com um homem rico. Já disse a ela que eu sou o homem rico que ela busca pra mim.

Os medos trouxeram condições escassas de vida. Sei que minha amada mãe só quer o meu melhor, mas sei também que precisamos de mais mulheres referência para encorajar tantas outras que esqueceram quem são.

Mulher, você é incrível! E quando juntas então, somos uma potência!
Você tem em você tudo o que precisa para ser feliz, próspera, abundante e realizada! Confia

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Anieli Talon
É jornalista, atriz, locutora, dubladora e tem a comunicação como aliada. Escritora por natureza, tem mania de preencher folhas brancas com textos contagiados por suas inspirações .

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