Errei, tropecei, cai, me arrependi, levantei. Caminhei sem rumo, perdi o destino, parei no percurso, quis desistir. Olhei pra trás, quis desfazer o já feito. Olhei pra frente, achei que não chegaria lá. Vivi as sombras da tempestade e me molhei no temporal. Senti as dores dos pesos que carrego, senti o apoio dos meus que eu levo. Acompanhada me senti sozinha, sozinha me senti dividida. Estive em mil lugares e não estive em nenhum. Meu corpo ocupou lugares em que meu coração não estava. Meu coração estava onde eu não podia estar.

Acreditei quando deveria ter desconfiado, desconfiei quando precisava ter acreditado. Duvidei do certo, tropecei no errado, questionei o inquestionável. Parti querendo ficar, me desfiz do que ainda era parte de mim, levei pouco e deixei muito. Me culpei, me julguei, me condenei. Perdoei o que não era meu, entendi o que não dependia de mim. Vivi o que nunca imaginaria viver. E senti, senti tudo com a intensidade que me é típica. Os extremos da dor e do amor. Chorei pelas feridas que eu mesma causei, sorri pelas vitórias que eu mesma busquei. Ganhei amigos, perdi amigos, conheci o melhor e o pior das pessoas. Encontrei fugas, me perdi enquanto fugia, me encontrei quando achei que estava perdida. Me frustrei com as minhas expectativas, duvidei do que era capaz, questionei o que merecia.

Assumi meus erros, aprendi com os tropeços, me levantei depois que cai. E cai, muitas vezes. E caindo me tornei mais humilde, caindo aprendi a estender a mão pra levantar quem cai (porque tropeçou ou porque foi empurrado). Superei os limites que eu mesma me impus, rompi as barreiras que eu mesma criei. Dormi pra não pensar, tive insônia por excesso de pensamento. Conheci meu lado frágil, descobri que tenho mais forças do que imaginava. E aprendi, mais pela dor do que pelo amor, mais pelos fracassos do que pelas conquistas. E cheguei onde queria chegar, mesmo tropeçando, mesmo me perdendo pelo caminho, mesmo achando que não chegaria.

Céu e inferno, força e fraqueza, julgamento e perdão, fracassos e vitórias, sol e chuva, lágrimas e sorrisos, 2018 foi o ano dos avessos, dos contrários. Chorei, sorri, aprendi e sobrevivi.

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Josielly Pinheiro Westphal
"Psicóloga de vez em sempre, organizada de vez em nunca. Escreve sobre coisas aleatórias e em momentos mais aleatórios ainda. Tem mania de observar tudo ao seu redor, mas tem opinião formada sobre bem poucas coisas. Aprendiz na arte de encerrar ciclos e de se abrir para novas experiências. Acredita em Deus e nas pessoas. Gosta muito do mar, de sol, da família, dos amigos. Corre, malha, faz trilha, come e bebe quando tem vontade. Sensível e durona, teimosa e manhosa: HUMANA.

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