Por Isabela Nicastro – Sem Travas no Coração

Ir atrás de um sonho é maravilhoso, mas nem sempre fácil. Realizar um desejo implica em renunciar algumas coisas. A parte financeira, por exemplo, parece não combinar em nada com o que se quer ou com o que nos deixa bem. Tentamos, corremos atrás, persistimos, mas, nem sempre, colhemos os frutos que esperamos, de imediato.

A grana aperta, um parente querido adoece, imprevistos reais acontecem. O sonho, que é como aquela semente que plantamos, parece estar fadado ao fracasso, diante de tantos obstáculos. Assim como em tempos de seca, que a semente não possui água o suficiente para crescer, nos sentimos sufocados, exaustos, sem forças e esperanças.

Para que as flores e os frutos apareçam em algum momento, é necessário resistir. É preciso ser resiliente diante das piores tempestades, secas ou intempéries da natureza. A vida não segue o nosso cronograma de atividades. Ela não respeita o nosso planner do ano. As dificuldades chegam nos tirando o chão, nos levando o teto. E aí, achamos que as flores jamais irão dar o ar da graça. Que o sucesso é algo distante, impossível de se concretizar.

E talvez, ele seja algo difícil sim, mas nunca impossível. Assim como as flores que aparecem nas piores condições, nós também somos capazes de florir em meio ao caos. Assim, de repente, descobrimos uma força que jamais acreditávamos ter. Desenvolvemos uma capacidade de resistir e nos surpreendemos com a nossa própria resiliência. Há, em nós, um desejo pela vitória e, por mais doloroso que seja, encontramos meios de concretizá-la.

Que tenhamos paciência. Sobretudo, que haja persistência. Afinal, não descobrimos uma força de uma hora para a outra. Vamos sucumbir, chorar, desesperar. A resistência só surgirá quando estivermos próximo do limite. Aí, é o momento de lavar o rosto, secar as lágrimas e seguir. Nem sempre confiantes, mas sempre persistentes. Para nós, toda a força do mundo!

Fonte indicada: Sem Travas no Coração

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Isabela Nicastro
Capricorniana, 23 anos, jornalista. Apaixonada por mar, cães e cafés da tarde em família. Não dispenso bacon e muito menos uma boa história. Meu coração é intenso e grita mais do que a razão. Tenho o sentimento como guia e a escrita como ferramenta.

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