Por Isabela Nicastro – Sem Travas no Coração

Sabe aquele velho ditado de que mar calmo nunca fez bom marinheiro? Pois é, é em meio às ondas gigantes que aprendemos, de fato, a navegar. Isso serve tanto para os dias de mar agitado ou para os dias em que a vida insiste em nos balançar na travessia. De repente, de um dia para o outro, o caos se estabelece. Nossas certezas vão por água abaixo, levando, por vezes, nossa confiança e estabilidade.

Sucumbimos. Desesperamos. Entristecemos. Diante de alguns problemas, parece que o achado de “terra à vista” jamais irá acontecer. A sensação é de estarmos condenados ao mar de águas turbulentas, buscando, incansavelmente por um porto seguro. Mas aí, enquanto estamos tentando resistir a tanta instabilidade, acabamos por descobrir um novo jeito de navegar.

Resgatamos forças que nem imaginávamos ter. Recebemos o apoio de quem não imaginávamos poder contar. E, sobretudo, descobrimos em nós mesmos, uma capacidade de resiliência que parecia inexistir. Em algum momento, passamos a nos adaptar às mudanças, entender os problemas e correr atrás para modificá-los.

Parece simples e fácil, mas está longe de ser. Antes de nos tornamos bons marinheiros, aprendendo a navegar apesar das circunstâncias, nós quase nos afogamos. O barco enverga, a ponto de quase afundar, engolimos muita água e, por fim, saímos exaustos. É uma luta não apenas contra os problemas, mas, principalmente, contra nós mesmos. Uma batalha interior difícil e desafiadora.

No entanto, é preciso descobrir o nosso próprio jeito de sair de cada situação. O meu, o seu, cada um à sua maneira. Alguns sofrem mais, levam mais tempo para encontrar as saídas. Porém, não importa como, o importante é não desistir. Não abandonar o leme e continuar sempre navegando. Afinal, depois da ressaca, vem o mar calmo e tranquilo. Mesmo que demore, mesmo que machuque, chegaremos a ilha mais próxima, ao porto seguro, ainda mais fortes.

Fonte indicada: Sem Travas no Coração

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Isabela Nicastro
Capricorniana, 23 anos, jornalista. Apaixonada por mar, cães e cafés da tarde em família. Não dispenso bacon e muito menos uma boa história. Meu coração é intenso e grita mais do que a razão. Tenho o sentimento como guia e a escrita como ferramenta.

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