Eu acredito que quando buscamos um parceiro para nos relacionarmos, estamos em busca de amor, harmonia e paz. A ideia é que o outro venha agregar, tornando a nossa vida ainda mais significativa. Em sã consciência, ninguém idealiza um relacionamento que venha roubar a sua paz, transformando o seu cotidiano numa atmosfera angustiante.

Idealizamos alguém que sorria conosco, que nos apoie nas dificuldades, que troque carinho, atenção e afeto e que, acima de tudo, seja um grande amigo, ou quem sabe, o nosso melhor amigo. Ocorre que, na prática, a coisa não funciona bem assim, infelizmente. Muitos relacionamentos têm se transformado num palco de grandes sofrimentos e desgastes para os envolvidos.

Ao invés de cúmplices, os parceiros se comportam como verdadeiros rivais. A gentileza, o carinho e o respeito do início do namoro vão sendo substituídos pela grosseria, pela hostilidade e pelo desrespeito. Ao que parece, para muitas pessoas, a intimidade, ao invés de ser vista como algo acolhedor, se transforma num contexto ideal para externar o lixo emocional que elas carregam. E elas despejam tudo no parceiro, sem o menor filtro ou cerimônia.

Eu imagino que muitas pessoas olham os próprios parceiros e ficam tentando encontrar alguma razão que justifique eles ainda estarem juntos, isso serve para ambos os gêneros. Daí, se dão conta de que todo o encanto se perdeu, elas já não os percebem nem como amigos, imaginem como amores.

É praticamente impossível manter a admiração por alguém que não pensa duas vezes em nos magoar. Eu, particularmente, percebo a admiração como irmã gêmea do amor, então, quando ela vai embora, o irmão vai junto, de carona.

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Ivonete Rosa
Sou uma mulher apaixonada por tudo o que seja relacionado ao universo da literatura, poesia e psicologia. Escrevo por qualquer motivo: amor, tristeza, entusiasmo, tédio etc. A escrita é minha porta voz mais fiel.

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