Eu vou começar dizendo: Não desista. Tô te escrevendo isso porque eu sei que outro dia você se sentou cansada, pensando como é que é possível que amar seja visto assim, como um pecado. Eu também sei que você não vai desistir, mas por um instante te passou pela cabeça abrir mão de muita coisa pra quem sabe ter um pouco de paz. Não desista, eu repito. O amor que tu espalha é uma gotinha, mas se juntar a outras, dá um mar de amor.

O mundo lá fora é mesmo estranho, né? Nos ensinam desde pequenos a buscar grandes coisas, mas esquecem de nos instruir o essencial: Amar de um jeito incrível e intenso. Tá cheio de gente batendo palma pra quem fala em família e valores, mas essa gente esquece de ser gentil seja lá uma vez por dia com alguém em casa. Eu te entendo, acredite. Tá cheio de gente julgando o amor que lhes falta, mas se você continuar, mais cedo ou mais tarde o amor vai vencer.

Parei pra te escrever, pra te dar um pouco de ânimo. O amor é o mais nobre dos sentimentos, é feito fogo em palha, logo se espalha e aquece mais alguém. Eu queria te dizer que acho tão bonito esses seres amantes, que batem a poeira destes dias cinzas e se levantam todos os dias com o coração aquecido, com uma fé tímida de que o mundo ainda vai ser um lugar melhor. Quero crer nisso, que somos capazes de nos fortalecer, feito formiguinha, pequenos e humildes, mas nada frágeis, porque o amor fortalece.

Essa carta é pra você que ama. Não pra quem diz que ama. É pra você que ama de todo o coração quem quer que seja, que dá a cara a tapa, que vence todo dia um pouco da maldade que transborda nos outros. É pra você que dá as mãos, que beija e abraça mesmo que ninguém entenda. É pra você onde o amor derrama. É pra você que é um ponto de luz em meio a toda essa escuridão, as vezes quase se apaga é verdade, mas insiste em iluminar um pouquinho, curar esse mundo triste e doente, cheio de gente, que desaprendeu a amar.

Ame.

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Giovane Galvan
Giovane Galvan é taurino, apaixonado e constantemente acompanhado pela saudade. Jornalista, designer, produtor e redator, escreve por paixão. Detesta futebol e cozinha muito bem. Suas observações cotidianas são dramáticas e carregadas de poesia. Gosta do nascer e do pôr do sol, da noite, mesas de bar e do cheiro das mulheres pra quem geralmente escreve. Viciado em arrancar sorrisos, prefere explicar a vida através de uma ótica metafórica aliando os tropeços diários a ensinamentos empíricos com a mesma verdade que vivencia. Intenso, sarcástico e desengonçado, diz que tem alma de artista. Acredita que bons escritos assim como a boa comida, servem de abraço, de viagem pelo tempo e de acalento em qualquer circunstância.

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