Guilherme Moreira Jr.

Um texto sobre quando o coração pede ajuda

Às vezes o coração dói muito. Mas não é uma dor física, é um aperto emocional. E é um aperto atravessado no peito que parece nunca ter fim. É como se nada do que o coração encontrasse e vivesse pudesse desatar o nó dessa sensação de estar caindo, de estar sozinho o tempo todo.

O angustiante na situação fica sendo pensar numa saída, numa mudança de humor. Mas mudar é difícil. Quase sempre é um esforço interno sem previsão de entrega. É acordar por dentro um dia de cada vez. Ninguém sabe exatamente a luta que é reestruturar os próprios sentimentos. Ou mesmo como passar por esse embate sem perder a força e a vontade de continuar em frente. Às vezes é uma questão de fé. Às vezes é ter a sorte de amar e ter o amor de volta dos relacionamentos construídos.

Não existe um segredo. Não tem uma receita pronta com efeito imediato para o coração ser sossego novamente. Talvez o mais próximo nesse caso seja não se fechar. Um coração fechado não aprende o bastante, e aprendizados são importantes. Conversar ainda é o comportamento mais saudável ao corpo. Sem uma troca, sem um estímulo das próprias emoções, o coração cansa e perde o rumo. Ele precisa de uma luz do lado de fora para saber que não acabou, que sempre tem um novo dia.

Quando estiver doendo insuportavelmente, destranque o peito. Permita-se calmaria e alivie-se de todos os pesos e medidas que não te levam adiante. Chore, mas não desapareça quando ganhar um sorriso. Descanse, mas não pare no tempo quando a vida te chamar para dar uma volta. Se o seu coração pede ajuda, ouvi-lo é a única e mais sincera opção.

Gui Moreira Jr

"Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro"

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Gui Moreira Jr
Tags: coração

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