Eu vou te contar porque eu sinto o “para sempre” em nós.

Como romântica incurável que sou, sempre imaginei muitas histórias de amor. Inúmeras possibilidades, diversos roteiros, que a vida me destruiu diante de todas as decisões erradas que tomei. Apostei muitas cartas em quem nem no jogo estava. Perdi. E me perdi. Mas, quando eu me senti invisível, você me viu. Quando ninguém me ouvia, você se prontificou e me foi todo ouvidos.

Eu não sei na verdade o que se passou na sua cabeça quando decidiu me enviar aquela mensagem, pela, sei lá, vigésima vez? E tentar uma reaproximação. Mas, me lembro de ter dirigido essas palavras à Deus naquela mesma semana:

“Querido Pai, hoje, mais que nunca, confio nos teus planos para mim. Diante de tantos vazios, peço-te que guie o meu caminho. Afasta de mim tudo aquilo que nada me acrescenta, eu não me importo mais em ficar sozinha, mas, me aproxima de quem realmente mudará a minha vida. Aquele cujo sonhos serão os mesmo que os meus. Me traga quem o Senhor preparou para mim.”.

E o que houve depois foi assustador. Foi como se de repente uma rajada de vento tivesse passado e levado tudo. Meu mundo silenciou. E todos aqueles que mantinham contato de alguma forma, se esquivaram.

Aquilo, de início, me entristeceu. Cheguei a mudar a minha forma de olhar para o futuro, dessa vez, sem ninguém do meu lado.

Aquela mensagem me remeteu exatamente ao meu pedido à Deus, e mais do que instantaneamente eu me peguei pensando “Será?”.

Dessa vez simplesmente não consegui ignorar.

O medo era real, mas você se aproximou de forma tão doce e gentil, que acabou me ganhando.

Preciso dizer que NUNCA um homem fez eu me sentir tão especial em sua vida, quanto você me fez e faz.

Não é só a forma como me elogia, é a doçura com que me olha, como se eu fosse a peça mais rara, bonita e essencial de uma exposição de arte. São seus cuidados diários, é a disposição em estar sempre ali por mim e para mim. É a preocupação em botar o meu feijão por cima do arroz, só porque eu odeio os grãos brancos nadando no caldo marrom.
É seu orgulho em andar de mãos dadas comigo. É o seu carinho para com os meus, já que sabe o quanto minha família é meu bem mais valioso.

Não é só sua simplicidade, é a forma como ela me deu um segundo lar, me sinto verdadeiramente em casa no teu abraço, um sentimento inexplicável. Me lembro das várias vezes em que fui tomada por uma sensação de peça fora do quebra – cabeças. Como algo que não pertencia àquele lugar. Com você eu me sinto segura.

Eu vi o para sempre em nós, pela primeira vez quando você disse que queria se casar comigo. Quando me abriu as gavetas dos sonhos e os libertou da prisão das relações líquidas, você me mostrou um caminho, o nosso caminho. Vi o pra sempre em nós quando uma vontade muito grande de falar por alguém me invadiu e junto com ela um sentimento lindo tomou conta do meu coração, e me vi amando o nome de um filho que ainda nem chegou. Me senti mãe, sem ainda ser. Você devolveu toda minha esperança e sonhos perdidos nas desilusões.

Nosso para sempre existirá enquanto estivermos dispostos a lutar por ele. Todos os dias.

É que você me salvou de um abismo. Me provou que o homem dos meus sonhos existe e que quem nunca acreditou nisso, tristemente não experimentou confiar em Deus, mesmo no deserto.

Eu queria um homem sensível, com valores, engraçado, divertido, com uma pitada de insanidade pra combinar com aquele meu 1% de rebeldia, responsável, trabalhador, que soubesse dedilhar um violão, cantasse e soubesse dançar. Que atravessasse a cidade por mim, independente de qualquer obstáculo. Que sentisse orgulho em me ter ao lado. Queria um homem romântico e na mesma vibração que a minha.

Riram na minha cara. E eu suportei. Sabia que eu desejaria tudo isso se realmente não existisse.

E hoje sinto imenso orgulho em dizer, que você existe e além do seu nome gravado na minha aliança, seu sobrenome estará gravado no meu e dos nossos filhos.

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Ana Carolina Santos
"Fisioterapeuta por formação e de coração; Virginiana com ascendente em Peixes; Cantora por hobbie; Apaixonada por Teatro Mágico e fotografia. Romântica, sensível, e apimentada. Menina mulher, de uma Fé inabalável."

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