Definitivamente, rotular as pessoas é uma grande injustiça, especialmente no que se refere as suas habilidades profissionais. Avaliar uma pessoa como incompetente, nada mais é do que reduzir todo o potencial dela àquilo que ela está exercendo. Poucas pessoas param para pensar sobre o que pode estar por trás do baixo desempenho daquele profissional.

Acredito que cada um de nós temos, no mínimo, uma aptidão. É aquilo que nasce conosco, aquela afinidade com alguma atividade. Acredito que nascemos com uma espécie de carimbo na alma, uma bússola que nos sinaliza sobre o que realmente nos fará feliz e realizado no campo das habilidades.

Seja dançar, escrever, cantar, cozinhar, falar, pintar…etc. Entretanto, nem todos têm a sorte grande de estar exercendo aquilo que, de fato, tem aptidão. As razões para esse desencontro são várias, cito duas delas aqui: muitas pessoas ainda não descobriram a sua verdadeira vocação, outras até sabem, mas por algum motivo não estão exercendo aquilo que gostam.

Em geral, as pessoas associam a prosperidade às aquisições financeiras e materiais, ao passo que, a prosperidade verdadeira é aquela que faz a alma sorrir, é assim que defino.

Meu conceito de pessoa próspera é uma pessoa que se conectou com a sua verdade interior.

Não estou fazendo apologia à pobreza, tampouco, negando a importância do dinheiro, não é isso. Inclusive, houve uma fase na minha vida em que eu achava impossível um rico ser infeliz, daí acabei desfazendo essa crença e reformulando minhas percepções. Me dei conta de que minhas melhores vivências e lembranças não tem nenhuma relação com o dinheiro ou conforto.

Bem, voltando à questão do rótulo de incompetente, creio que a grande verdade seja esta: no mundo não existiria nenhum incompetente se todos estivessem exercendo aquilo que realmente gostam. Gente, não é possível enganar a nossa alma. Como uma pessoa cuja aptidão é dançar, será feliz e competente trabalhando em um escritório, em serviço burocrático? Ela pode até se sair bem, mas ela não estará dando o seu melhor. Ela sempre terá uma criança interior chorando dentro de si mesma, fazendo birra e dizendo: “não é isso que eu quero fazer”…”me tira daqui”…”já é segunda-feira de novo”? Entendem?

Detalhe: ela poderá trabalhar a vida inteira naquilo, ter um bom salário, mas nunca será realizada. Ela sempre irá se arrepiar ao ver um espetáculo de dança, enquanto sua criança interior estará sapateando dentro dela dizendo: “é disso que eu gosto!”…”eu quero fazer isso”!

Imagine que maravilha, se, no planeta inteiro, cada pessoa estivesse empenhada naquilo que faz a alma saltitar de alegria. Imagine a produtividade dessas pessoas!

Elas não teriam pressa para chegar à sexta-feira e chegariam em casa, bem humoradas, sempre. Agora que leu esse texto, responda para si mesmo: você é feliz no que faz? Se não, o que gostaria de fazer? Eu estou aqui escrevendo após um dia exaustivo simplesmente por paixão, não estou ganhando nenhum centavo por isso, em contrapartida, me sinto a mais próspera e feliz das criaturas.

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Ivonete Rosa
Sou uma mulher apaixonada por tudo o que seja relacionado ao universo da literatura, poesia e psicologia. Escrevo por qualquer motivo: amor, tristeza, entusiasmo, tédio etc. A escrita é minha porta voz mais fiel.

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