Já ouvi falar tanto sobre o amor. Uns dizem que amor vem com tempo, outros juram que pode nascer à primeira vista. Já ouvi até dizerem que vem de outras vidas, que um amor é capaz de ultrapassar as barreiras do tempo. Quem diria. Ouvi falar também que o amor enfraquece, que ele morre, talvez como uma planta que se a gente não regar, seca, assim como ouvi uma senhora dizer uma vez.

A grande verdade é que depois de experimentar tantos sentimentos eu me dei conta de que o amor é pros corajosos, pros autruístas, amor é feito um voo de asa delta que só experimenta quem se permite tirar os pés do chão. Mas, não se engane, acima de tudo o amor é para os atenciosos, é pra quem para pra ouvir. Você pode cruzar com sete bilhões de pessoas no mundo, se não estiver atento, o amor vai passar, sorrir e se despedir.

Sempre acreditei que o amor é feito um milagre destes no silêncio que as vezes a gente não está preparado pra viver em sua plenitude. A gente fica aqui, remoendo o passado, reclamando daquilo que o futuro esboça mas desatento ao silêncio. Ouvi por aí, que quando nada parece acontecer, existe um milagre que não estamos vendo, já parou pra pensar? Já dizia o Pequeno Príncipe, o essencial é invisível aos olhos.

Quando acontecer, vai ser feito aquele velho frio na barriga que a gente tem, quando pisa na beira de um precipício, quando tateia a escuridão, quando abre a guarda, desabotoa a camisa, coloca o peito frente aquilo que pode ser um abraço ou te dilacerar. Eu só sei que é preciso enfrentar alguns riscos, atravessar alguns perigos. Ficar em silêncio dentro de si, se quiser ouvir o amor cantar.

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Giovane Galvan
Giovane Galvan é taurino, apaixonado e constantemente acompanhado pela saudade. Jornalista, designer, produtor e redator, escreve por paixão. Detesta futebol e cozinha muito bem. Suas observações cotidianas são dramáticas e carregadas de poesia. Gosta do nascer e do pôr do sol, da noite, mesas de bar e do cheiro das mulheres pra quem geralmente escreve. Viciado em arrancar sorrisos, prefere explicar a vida através de uma ótica metafórica aliando os tropeços diários a ensinamentos empíricos com a mesma verdade que vivencia. Intenso, sarcástico e desengonçado, diz que tem alma de artista. Acredita que bons escritos assim como a boa comida, servem de abraço, de viagem pelo tempo e de acalento em qualquer circunstância.

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