Uma das frases que ouvi no decorrer desses 27 anos e que nunca esqueci, é que talvez ainda não tenhamos “chegado lá”, mas que eu precisava ver o quanto evoluí até aqui.

“ainda não chegamos lá, mas veja o quanto crescemos até aqui…”

Antes de iniciar meu raciocínio, gostaria de pedir perdão por minha ausência. Faz muito tempo que não escrevo aqui, e embora a escrita seja essencial para a cura, me atropelei no caminho. Enfim, voltei.

Esse texto é para quem sente que ainda não conseguiu nada na vida, mas queria oferecer, especialmente, às mulheres que foram silenciadas e colocadas à prova durante toda vida. Principalmente, após os 18, quando o mudo te cobra algo novo. Dizem ser responsabilidade, olá vida adulta.

Existe um mecanismo chamado autossabotagem. Ele é capaz de traçar caminhos irreais na jornada. Alguns tão bem ditos e desenhados, que parecem ser verdade. Mas a verdade mesmo é que ele sempre vem com um asterisco. Aqueles de observação, sabe qual é? E sabe o que esse mecanismo SEMPRE diz: você não vai conseguir.

E esse “movimento” trafega em lugares tenros dentro de nós. É uma constante sensação de círculo, como se nada desse certo, uma solidão sem fim (mesmo acompanhadx). E então o questionamento ao universo: ATÉ QUANDO?

Não existe prazo, mas existe algo que faz com que o caminho seja menos árduo.
Sobre todas as coisas, se amar. Parece besteira, mas algo está sendo essencial pra mim é dizer, todos os dias, “tudo bem”.

Tudo bem não chegar no “topo” antes dos 30, tudo bem não casar ou ter casa, tudo bem não conseguir executar muitas coisas ao mesmo tempo. Chegar lá, pode ser um lugar muito mais fácil e gradual, se assim quiser.

Chegar lá pode ser um lugar onde você se ama e entende que seu tempo não é o dos outros. Chegar lá pode ser o momento em você se olha no espelho e não se sente menosprezada. Chegar lá pode ser um lugar próximo. O lá pode ser aqui, no agora.

Desejo amor, paz interior e auto conhecimento. Desejo que as mazelas sociais não martelem seu ser e que você seja, daqui pra frente, uma pessoa melhor (para si, para o próximo, para o mundo).

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Bárbara Fernandes
Sempre escrevi em diários, e guardava-os todos para mim. Até descobrir que existiam mais pessoas que precisavam ler. Então, aqui estamos!

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