Se você me conhecesse um tempo atrás, provavelmente me encontraria fazendo buscas no Google sobre como esquecer um amor. Assim como Leoni, eu testei 50 receitas para esquecer alguém mas ao contrário dele, posso dizer que algumas dessas receitas funcionam.

É importante alinharmos alguns pontos. Não existe fórmula milagrosa e quem dizer o contrário, estará mentindo. Eu sou capricorniana e muito realista, aqui quero apenas listar o que me ajudou e o que não me ajudou nesse processo de desprendimento. Vou dizer desprendimento porque esquecer mesmo é só se perdermos a memória, mas ao contrário da Clementine de ‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” não queremos isso, certo?

Então vamos lá. O primeiro de tudo é termos a ciência de que estamos falando de sentimentos e não, de emoções. Se você gosta muito de uma pessoa, dificilmente irá se desprender dessa pessoa do dia para a noite. Mas há alguns comportamentos ou atitudes que podem minimizar a nossa dor e facilitar esse processo.

Vou listar três conselhos que costumamos ouvir para “esquecer” alguém e vou fazer uma análise, de acordo com a minha experiência, se são efetivos ou não e o porquê. Por fim, vou dizer o que realmente funcionou comigo e o que acredito que também irá funcionar pra vocês.

1. Cortar relações e contato (seja o contato virtual ou o real)

Quem nunca ouviu o conselho de excluir o número da pessoa e bloquear ou excluir nas redes sociais, não é mesmo? Inclusive sou adepta dessa ideia. Mas na minha opinião, ela por si só não é o suficiente. Deixar de ver fotos, de saber o que a pessoa está fazendo, por onde vai e com quem, é essencial. Vai te ajudar a não ficar lembrando a todo momento mas dificilmente fará você esquecer a pessoa (ou se desprender dela). Eu falo por experiência, já cortei contato completamente e ainda assim eu me lembrava. Foi preciso que eu recorresse a outras receitas…

2. Sair ou conhecer outras pessoas

Não se fechar para o mundo e para as possibilidades é importante. Talvez você não se apaixone por essa outra pessoa mas talvez você se distraia ou faça uma amizade, quem sabe. Mas pode ser também que você se frustre. É claro que até mesmo a frustração de um encontro poderá desviar a atenção daquele ex amor; o problema, na minha opinião, é você ficar frustrada e isso reforçar a sua saudade do “ex”.

Um conselho que eu dou é que você não meta os pés pelas mãos. Certos encontros são melhores se nunca acontecerem, te asseguro. Já fui a um encontro uma vez, por pressão de uma amiga que queria me ver sair da fossa, e o cara forçou muuuito a barra comigo, foi totalmente inconveniente e insistente. Eu saí desse encontro muito pior do que eu já estava. O ideal é a gente só arriscar um encontro se realmente se interessar por aquela pessoa e não pelo simples fato de querer esquecer alguém. E se você não estiver afim de conhecer ninguém, não vá pela pressão da sociedade ou dos amigos. Dar tempo ao tempo às vezes é necessário.

3. Descobrir novos hobbies, investir em si mesma

De todos os conselhos que me deram, esse foi o melhor. Ocupar a mente faz bem, distrai e nos faz evoluir. Você pode estudar mais, malhar, pesquisar sobre rotinas saudáveis, trabalhar como freelancer, fazer algum curso on-line (existem muitos gratuitos!). Você no mínimo estará saindo do lugar. Tentar esquecer aquela pessoa deixará de ser o assunto central aí na sua caixola e você se tornará mais leve. Descubra do que gosta e onde quer chegar e trace um plano pra isso. Eu indico que nesse tempo você também assista ao filme “A Magia das Palavras”, que narra a história da J.K. Rowling, escritora do Harry Potter. A história dela é fantástica e foi em meio a um coração partido e dificuldades financeiras que ela se dedicou ao seu sonho de escrever e se tornou uma das escritoras mais amadas do mundo.

Por fim, quero falar pra vocês sobre a minha experiência de desprendimento e o que mais deixou em paz esse coraçãozinho aqui. Antes, quero salientar que eu creio que enquanto a gente acredita naquela relação e acha que não foi o fim, a gente se mantem preso a ela. Se você ainda tem esperança, eu vejo duas alternativas:

– Tente novamente. Claro que isso vai depender do querer da outra pessoa. Mas eu acho preferível arriscar (e quem sabe quebrar a cara novamente) a ficar imaginando como seria se tivesse tentado um pouco mais.

– Caso não seja possível tentar novamente (a outra pessoa não quer ou por se tratar de um relacionamento tóxico), busque ajuda psicológica. Conselhos de amigos (e de escritores) nem sempre são suficientes para superarmos um término ou separação.

Bom, sobre a minha experiência, o que eu fiz exatamente? Eu procurei a pessoa e tentei de novo! Mais uma vez não deu certo pois tínhamos interesses diferentes e sentimentos diferentes. Quando eu soube que ele ficou com uma outra menina eu finalmente vi que aquilo jamais daria certo, ou seja, eu deixei de acreditar naquela história. Isso pra mim foi libertador. A gente não insiste naquilo que não acredita que irá dar certo, não é mesmo? Seja um relacionamento, um emprego ou uma ideia. Mas como eu disse, eu só tive essa certeza porque tive coragem o suficiente para ir atrás dele e deixar meu coração vulnerável novamente. Eu arrisquei. Agora, mais do que isso, eu ressignifiquei toda essa experiência. Como? Vi que ela, essa experiência, foi necessária para o meu amadurecimento (se não fosse o sentimento vivido, eu não teria feito esse texto e tantos outros). Eu cresci muito como pessoa, tive coragem de tirar as armaduras que sempre usei e não fiz mais do orgulho o meu cursor. Nesse momento também vi que não se apaga um passado ou uma lembrança. Mas podemos usá-los para evoluir e sobretudo seguir em frente. Agradeci à vida por ter colocado esse moço em meu caminho, perdoei meus erros e os dele e passei a olhar pra tudo isso com mais carinho. Sou certamente uma pessoa melhor pelo fato de termos estado juntos em algum momento. Hoje eu acredito que se desprender de uma relação que nos foi importante não significa esquecer ou apagar da memória, mas dar um novo significado a ela.

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Nat Medeiros
“Sou personagem de uma comédia dramática, de um romance que ainda não aconteceu. Uma desconselheira amorosa, protagonista de desventuras do coração, algumas tristes, outras, engraçadas. Mas todas elas me trouxeram alguma lição. Confesso que a minha vida amorosa não seguiu as histórias dos contos de fada, tampouco os planos de adolescência. Os caminhos foram tortos, íngremes, com muitos altos e baixos e consequentemente com muita emoção. Eu vivo em uma montanha-russa de sentimentos. E creio que é aí que reside o meu entendimento sobre os relacionamentos. Estou em transição: uma jovem se tornando mulher experiente, uma legítima sonhadora se adaptando a um mundo cada vez mais virtual. Sou apenas uma mas poderia ser tantas que posso afirmar que igual a mim no mundo existem muitas e é para elas que escrevo: para as doces mulheres que se tornaram modernas mas que ainda acreditam nas histórias de amor.”

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