Já notou como a vida é uma sequência de clichês e que, às vezes, a dor que a gente tem é a mesma dor do outro só que num tom diferente? Acho que é por isso que escrevo. Digo, eu sempre escrevi buscando lidar com meus demônios e é engraçado como representam e desenham tantas outras histórias.

Eu queria escrever aqui sobre um amor sereno e recíproco. Sobre trocas iguais, intensas. Sobre o amor sem apego, sobre ficar por querer. Eu notei também que não dá pra falar só sobre histórias bonitas porque, eu e vocês crescemos quando vivemos histórias ruins. A gente pode dizer que ficou mais cascudo, mas a gente sente o amor da gente ficar mais forte quando se encontra com quem não soube amar.

A grande verdade é que, por mais intenso é problemático que você possa parecer, seja você! A gente tenta parecer alguém mais forte, mostrar que não tem medo de nada e esconde nosso lado inseguro e carente. Não adianta. Quando você passa um bom tempo com alguém, tudo isso vem à tona. Quando você divide a vida com alguém resta só a sua verdade.

Não se preocupe em esconder defeitos, irresponsabilidades, não esconda seus medos, sobretudo aqueles que você superou. Há quem não veja com os olhos do coração e vai te julgar errado por mais que você se esforce. Mas entenda: alguém vai te amar sendo quem você é, não quem você era, alguém vai se apaixonar por quem você se tornou e pela esperança que traz nos olhos, não pelo medo do que já viveu.

Sempre haverão histórias que vão de deixar desanimado e desacreditado do amor genuíno. Eu sei! Em hipótese alguma tente aceitar um “amor” mais ou menos, mascarando as faltas só pra suprir sua carência. Nesse caso prefira o amor-próprio, a limpeza da alma e a paciência. Exercite!

Uma hora o amor chega e a sua verdade não estará na promessa de eternidade, mas na constância e na entrega. Você vai sentir! Esteja preparada!

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Giovane Galvan
Giovane Galvan é taurino, apaixonado e constantemente acompanhado pela saudade. Jornalista, designer, produtor e redator, escreve por paixão. Detesta futebol e cozinha muito bem. Suas observações cotidianas são dramáticas e carregadas de poesia. Gosta do nascer e do pôr do sol, da noite, mesas de bar e do cheiro das mulheres pra quem geralmente escreve. Viciado em arrancar sorrisos, prefere explicar a vida através de uma ótica metafórica aliando os tropeços diários a ensinamentos empíricos com a mesma verdade que vivencia. Intenso, sarcástico e desengonçado, diz que tem alma de artista. Acredita que bons escritos assim como a boa comida, servem de abraço, de viagem pelo tempo e de acalento em qualquer circunstância.

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