Sinceramente, o que os outros pensam, não me define, então deixo que falem e pensem o que quiserem. Hoje, eu sei quem sou e nenhuma opinião equivocada me afeta.

Durante muito tempo tentei ser tudo o que sou, mas achei que, talvez, fosse exagero. Tentei ser só o que eu sou, mas achei que, talvez, não fosse suficiente.

Passei a vida equilibrando entre meus extremos. Perdendo-me entre muitos porquês, sempre buscando um (o) sentido. A minha pressa quase me atrasou, mas não me demorei nesses dilemas e, simplesmente, soltei, deixei as coisas seguirem seu fluxo natural.

Desisti de tentar entender tudo, de tentar controlar tudo, cansei de tentar desesperadamente ser quem eles queriam (ou esperavam) que eu fosse. Desisti da ideia (absurda) de ser perfeita, e, finalmente, percebi que posso ser eu: a menina, a mulher, o ser humano.

Constatei que era loucura essa ideia fixa de tentar projetar esse corpo físico para ser o mais bonito e perfeito, quando minha alma vive em chamas, chamas que queimam meu coração e o fazem bater de um jeito tão bonito. Chamas que inundam meu ser e me enchem de luz. Uma luz branda, uma luz forte, que me alimenta e me conforta, que me faz ser suficiente, não para os outros, mas para mim.

Sinceramente, o que os outros pensam não me define, então deixo que falem e pensem o que quiserem. Hoje, eu sei quem sou e nenhuma opinião equivocada me afeta.

Tirei a maquiagem, desci do salto, deixei a lágrima rolar, deixei todas as lágrimas caírem e, nos momentos mais tristes e de desespero, fiz questão de me olhar no espelho, de me olhar nos olhos, e dizer: ‘Hey, menina, é só um dia ruim.’

Fui lagarta e passei um tempo presa em meu casulo, questionando-me e questionando a vida, até decidir que era hora de me libertar.

Foi, então, que decretei minha metamorfose, senti a delícia de descobrir que agora tenho asas, tornei-me borboleta e sigo voando, cada dia mais alto, inspirando o ar puro da vida e me deliciando com o perfume das flores.

O destino final ainda é desconhecido, mas a jornada é linda e cheia de aprendizado.

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Wandy Luz
“Pedras no caminho ? Não guardo nenhuma, mas escrevo sobre cada uma delas. Construo castelos de palavras, e te convido a entrar e fazer parte do meu conto de vida.”Wandy Luz é colunista, apresentadora e um ser humano em busca de evolução.Também escreve para: O Segredo, Resiliencia Humana, Jornal e-Cuesta e Portal Resiliencia.

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