Em quantos corações ainda precisaremos procurar a felicidade e não encontrá-la para, enfim, aprendermos que ela esteve o tempo todo ao alcance das nossas mãos? Ou melhor dizer, ao alcance das nossas percepções? A felicidade nunca será encontrada no externo da gente, uma vez que ela é encontrada dentro da gente. Dentro do nosso próprio coração. É uma questão de reconhecer os nossos anseios e nossas carências para confrontá-las diariamente.

Às vezes essa ideia de felicidade estar na gente é enxergada longe demais e, quase, impossível de alcançá-la devido tantos problemas que nos acometem no dia a dia. Porém, quantos desses problemas são de fato “problemas reais” ou ilusões que criamos? Maturidade traz o entendimento que dá importância exagerada as expectativas não consagradas, as ansiedades indevidas e viver os presentes de maneira corriqueira para não perceber suas riquezas, mínimas e sutis, que são determinantes para compreender o quão bem estamos.

Não é difícil; tampouco fácil. É o meio-termo entre a fantasia e a realidade que a felicidade se encontra conosco. Não é no outro. Não é somente no trabalho. Não é no status que não precisamos. Por isso é importante saber onde criar raízes para não desperdiçar um bem tão nosso como a felicidade com quem não merece; onde não merece o nosso profundo esgotamento sentimental e físico.

Ser feliz é um estado de gratidão pela vida que possuímos, vida essa que enaltece os nossos sorrisos; felicidade talvez seja isso: simplicidade. Dificultar a vida dá um trabalho demais e, geralmente, pecamos pelo excesso quando deveria ser apenas leveza.

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Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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