Assim como um copo de água um bom cuidado não deve ser negado. A diferença é que um bom cuidado a gente não entrega para qualquer um, e quem se faz importante em nossa vida não ganha pouco, ganha tudo que a vontade de fazer o outro bem possa oferecer. Em nosso cotidiano muitas vezes de relações ásperas onde a dureza corriqueira contribui para isto, a gente encontra aconchego não somente em si próprio, mas nos braços confortáveis de quem é a materialização de afeto, ternura, cumplicidade, amor. Cuidado é trazer para dentro da gente a vida de quem amamos, cuidado assim é cuidar-se de si.

Não é uma casa enorme que acolhe. Não é um carro importado que leva carinho. Não são as roupas de grife que vestem um sorriso sincero ao ver o outro feliz. Não é uma cama luxuosa responsável pelo conforto de deitar sobre o calor de um peito que acalanta as lágrimas, que compartilha sonhos. Não é um status que oficializa a união recíproca; é o cuidado que a gente têm pelas necessidades do outro que cria laços, serve de substância para o coração bater forte em um, cabendo dois, residindo dois, nascendo família a partir de dois.

Que falte bens materiais. Que jamais acabe o cuidado por quem amamos. Porque antes de questionar o como o outro está, coloque-se a cuidar mesmo sem ser solicitado. Amar é ser solícito; gentileza desprendida nos mais simples gestos e atenções. Amar é um querer cuidar, cuidando.

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Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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