Esta questão sempre figurou no meu subconsciente. Porém, ultimamente, tenho pensado nela com mais afinco.
Quando está tudo fluindo bem em nossas vidas, raramente precisamos parar e reavaliar a rota, repensar os planos ou analisar quem está do nosso lado.

Contudo, quando as coisas parecem sair de nosso controle, ou não se desenrolam como gostaríamos, vem o momento de parar e reavaliar.

O primeiro passo é sempre a questão: por que isto esta acontecendo comigo? Quase nunca encontramos a resposta. Como seres limitados na questão futuro, já tínhamos visualizado toda uma série de acontecimentos que não mais se concretizarão. É aqui que o sofrimento começa, aquela sensação de impotência, desespero, tristeza. Essa fase dura muito para alguns, pouco para outros. Depende do que deu errado e do tamanho da expectativa que criamos. Porém, ficar remoendo os motivos, que nem sempre nos serão revelados, se mostra inócuo e infrutífero. Afinal, a única constante da vida é que ela é inconstante, e planos darem errado ou não saírem como o esperado é uma certeza em quase todas as situações.

Então, o que fazer? Passar para a fase dois: reestruturar os planos, iluminar a escuridão que surgiu em nossas vidas.

Quase sempre há mais de um caminho para o mesmo destino, ou um destino que se transforma, revelando outros. É preciso ser maleável e estar aberto a estas alterações. Ser mais como o GPS, que recalcula a rota sempre que necessário.

Precisamos repensar a razão para estarmos seguindo aquele caminho: ela ainda é a mesma? Às vezes estamos tanto tampo naquela rota, que perdemos o sentido em continuar caminhando. Chegamos a um ponto que sequer nos lembramos o porquê de estarmos neste trajeto. Se seu propósito mudou, hora de mudar também o caminho. Sua razão, seu propósito continua intacto? Então, quem sabe seja hora de procurar outra forma de chegar lá. Pode ser que você esteja andando em círculos, ou em uma mata muito fechada. Use sua sensibilidade, intuição e siga aquela voz que já deve estar avisando há um tempo que por aqui, não dá mais. É preciso procurar outra estrada, ou, quem sabe, construir uma nova.

Por fim, é necessário ver quem está ao seu lado nesta jornada. Pode ser que esse alguém já tenha feito a parte dele, pode ser que não. Pode ser que você precise buscar novos aliados. Não estou dizendo para descartar pessoas, nada disso. Contudo, acredito que cada pessoa tem seu momento em nossas vidas, e nós na delas. Às vezes insistimos em relacionamentos que não mais nos fazem bem, sejam amorosos, de amizade ou profissionais, pessoas que não estão mais na mesma sintonia, no mesmo caminho. Como aqueles amigos que tínhamos durante uma fase da vida, e que ao crescermos cada um foi buscar sua própria história, seu futuro. O amor, a amizade e o respeito permanecem, mas a presença constante não é mais uma realidade.

O que concluo com tudo isso é o seguinte: as situações não nos definem, mas revelam quem realmente somos. Como iremos lidar com situações difíceis, relacionamentos desgastados, decisões que não pretendíamos tomar. São nesses momentos que nossa verdade aparece, quem somos realmente, o que de fato queremos da vida. Por vezes, surpreendemos a nós mesmos com as escolhas que fazemos. Uma coisa é certa, porém: elas provêm do fundo de nós, da nossa verdade.

Portanto, da próxima vez que se deparar com uma dessas situações aparentemente insolúveis, lembre-se daquele ditado: “mar calmo nunca fez bom marinheiro”. São nessas situações que nos tornamos pessoas mais fortes, versões melhores de nós mesmos. Pode ser que não vejamos agora, mas tenha fé, nem tudo é o que parece, nem as situações difíceis. Aprenda a lidar com elas e verá que são esses os momentos que fazem tudo valer a pena.

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Carolina Cavalcanti Pedrosa
"Curitibana, com o coração no mundo. Adoro escrever, ler, um bom filme e passar o tempo com minha família e amigos. Gosto de colecionar momentos. Vejo a vida com olhos de poesia, e transformo tudo em palavras. Encontro nelas meu refúgio e minha forma de espalhar amor e luz no mundo. Que elas possam deixar seu dia mais feliz e seu coração mais leve. Vem comigo?"

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