Na infância sonhamos acordados, na adolescência questionamos e reclamamos.

Até poetizamos sobre as difíceis escolhas da vida. Alguns optam pela música e retratam o drama das dores do crescimento.

Pois pasmem. Estas dores não cessam quando nos tornamos adultos.
Elas pioram.

Se se sentia pressionado, vai se sentir mais ainda.

Se se sentia isolado, se sentirá mais ainda.

Se sentia que estava sobrecarregado, sentirá o peso e o valor das sobrecargas.
As dores do crescimento possuem um valor também emocional e não só os físicos como costuma se dizer ao usar esta expressão…

Ter as responsabilidades, pensar que se você não fizer, ninguém o fará para você, se ver sozinho após terminar a faculdade, andando pela primeira vez sem ser “em bando”.

Acabou o grupinho que te ajudava, agora é cada um por si.

Sofria de amor? Agora vai sofrer muito mais porque as decepções parecem que aumentam com o tempo. E você não poderá faltar a aula para se lamentar. Terá de levantar, vestir-se de si mesmo e continuar a vida. Terá que botar o sorriso no rosto, a auto estima lá em cima e encarar o mundo.

Agora o amor não é mais o seu problema. Seu problema é manter seu emprego e pagar as contas no final do mês.
Mas isso não te impede nem te prepara para viver a vida como um adulto, maduro e equilibrado emocionalmente.
Ainda manteremos nossas crianças dentro de nós mesmos em muitas outras situações e tentaremos fugir para o colo de nossas mães muitas vezes, embora não o façamos sempre que o desejarmos, é claro.

Mas de todas essas dores do crescimento, algo positivo parece surgir.

Com o tempo chegamos a uma conclusão, aquela mesma que já ouvíamos falar há muito tempo de nossos avós ou pais: Você quer escolher o caminho mais fácil ou o mais difícil? Estamos sujeitos todos os dias a ganhos e perdas.
A vitórias e derrotas. A amores e desamores. A vida e morte.

Assim como estamos sujeitos a lidarmos com as situações de modo que elas se tornem traumas ou experiências de aprendizado.

Com o tempo, passamos a cuidar mais do nosso lado espiritual também, porque sozinho não dá. Por mais que tenhamos família, amigos, no fundo, somos nós por nós mesmos e não há nada que possa nos ajudar se não for aquela fé lá no fundo para passar no concurso, para ser aprovado no mestrado, na pós, conseguir aquela bolsa de estudos fora do país, aquela promoção no emprego, aquele ônibus na hora que você está atrasado para o trabalho, a boa vontade daquele cliente que pode pôr seu emprego em risco…

Cultivando meu lado espiritual, por exemplo, eu enxerguei que na vida nada é em vão.
Nada, nadinha e nada.

E que de tudo podemos tirar um suco, mesmo que pareça que só haja bagaço.

Se conseguirmos tirar uma gota de cada bagaço que pegamos, teremos uma jarra…

O suco pode estar azedo, um pouco estranho, mas ele se fará. E será fruto do seu trabalho. Depois de tanto martelar a cabeça me culpando por tantas coisas, me cobrando por tanto, me irritando por menos, perdendo horas com problemas que não estavam ao meu alcance, eis que chego a conclusão, junto com o lado espiritual, que temos apenas e somente apenas duas opções.

Pensemos menos no E se… e passemos a pensar em como seriam as boas formas de lidarmos com nossos problemas.

Como posso lidar com uma decepção?

Odiando, remexendo meus piores sentimentos, alimentando rancores, ou perdoando? Tentando recomeçar? Nutrindo boas relações?

Como posso lidar com uma perda?

Sofrendo, me machucando, ou lembrando dos bons momentos e usando da experiência de ter vivido com aquilo, ou com aquele alguém para me inspirar a melhorar outros pontos de minha vida? E por ai vai… Só sei que a resposta é uma só: Amor.

Só o amor abre seu coração para que você saiba lidar melhor com as desavenças de sua vida e com as pedras que aparecerem em seu caminho.

E conto mais um segredo: somente o amor pode lhe trazer mais amor.

Por isso, se afaste de comentários negativos, pessoas negativas, notícias negativas, fofocas, problemas, imagens negativas, enfim, tudo que possa fazer sua dia se tornar pior. E regue suas flores internas com carinho e amor, para que elas brotem e espalhem sua felicidade para as pessoas ao seu redor.

E aos poucos, todos os ditados de nossos avós, que passavam despercebidos, passam a fazer sentido em nossas vidas.

Namastê.

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Domie Lennon
Nasceu em Petrópolis-RJ, mestranda e graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Brasil! Tem interesse em tudo que se pode imaginar, até química, física, logaritmo e quadrantes. Sempre adorou escrever e coleciona caixas de textos que escreve desde a infância. Seja sobre poesia da vida cotidiana ou sobre assuntos políticos, filosóficos, antropólogos, científicos, sua vida é de uma forma ou de outra ligada à tentativa de olhar o mundo com mais profundidade do que a correria da rotina nos permite. Nada lhe escapa, dos assuntos cotidianos às condições políticas que acontecem ao redor. O que varia é o horário, a inclinação do olhar ou da cabeça também... Quer falar todas as línguas do mundo... ou quase. Quieta de vez em muito, nada como a introspecção para refletir a vida um pouquinho. Mas também pode fingir ser a pessoa mais extrovertida do mundo se quiser. E engana bem. Da personalidade mais rara do mundo, INFJ com muito prazer!

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