Quando alguém me pergunta o porquê lhe amo tanto eu respondo de imediato que não sei. Não faço ideia alguma do porquê lhe desejar tanto bem. Apenas sinto lá no fundo do meu coração essa energia, essa emancipação dos meus sonhos de alçarem voos para fora de mim, para dentro de você. E de todos os mais intrínsecos prazeres que dão substancias para a minha carne, para meu pulso pulsar, para meu sangue percorrer cada molécula viva dentro de mim, quando o assunto é você, ganha um sabor totalmente novo. Indescritível; por isso não sei responder.
Talvez seja o sorriso solto. Desde o primeiro dia até o ultimo beijando o meu, deitada na minha cama — talvez você não se lembre como eu. Eu nunca me esqueço dele – às vezes tento e perco-me nas tentativas falhas. (…) Talvez por isso — insistindo em “talvezes” — é tão dificílimo definir o real motivo do meu amor, também nem o quero defini-lo uma vez que, por encontrar definição, se acabe. Prefiro o indefinido. A inalcançável resolução do meu sentir. E tudo bem imaginar que seja o sorriso, os olhos, a feição…, porém, duvido que qualquer aparente estética traga melhor solução do que dizer que é seu mistério que me faz apaixonado; muito mais do que apaixonante.
O nosso amor foi fácil; difícil foram alguns dias que se passaram. Lhe amar é mais do que entrega momentânea. É mais do que distancia momentânea. Lhe amar é crescer na pessoa que fui, que sou, que me tornarei para amar melhor. Que erra, que tenta se corrigir. Que acerta e, não satisfeito, quer fazer mais e melhor feito. Lhe amar é entender a importância de lhe dar as mãos porque você nunca soltará das minhas.
O amor está aí para nos cuidar das dores, não as extinguir. O amor está aí para mostrar para a gente o nosso caminho, diante dos erros e acertos que cometemos. Diante das distâncias. Dos entraves. Do que passou. O amor está aí para mostrar para a gente o quão forte somos juntos, para sempre.
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