fragmento
substantivo masculino

1. 1.
pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc.

2.2.
parte de um todo; fração.

inverno
substantivo masculino

1.1.
estação mais fria do ano, que se situa entre o outono e a primavera.

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Errada por tentar de novo. Errada por acreditar uma vez mais. Errada por dar os mesmos velhos passos esperando um novo final. Errada. Não há justificativas que amenizem o meu erro de seguir o coração repetidamente. Esse coração forte e teimoso mas extremamente frágil que eu trago no peito.

Errei ao novamente me deixar levar pela direção contrária da razão e do bom senso. Eu queria poder dizer que com todo erro se aprende, mas a única constatação é que a cada vez que eu fui, em mais pedaços eu voltei. Pedaços esses que já não sou capaz de juntar.

Eu olho por essa mesma janela onde juntos, uma vez, há muito tempo, visualizamos um horizonte e mais do que um horizonte, vislumbramos um futuro e hoje apenas nuvens me cercam, me impossibilitando a visão de um todo. Meus dias se repetem sem surpresas e sei que, distante, um novo mundo se abre pra você. E preciso confessar, isso ainda é difícil pra mim. Olhar pela janela é difícil quando sei que apesar de o Universo ser imenso, o que eu sinto por você não tem lugar.

E o silêncio me acompanha juntamente com a falta de respostas. Eu procuro em músicas, sonhos, vinhos e previsões de horóscopo algo que me conforte quanto a essa separação e a esse silêncio. Mas parece que nada é suficiente para explicar uma pessoa que parte e um sentimento que fica. Por que nosso encontro foi sucedido de desencontros? Não era mais fácil nada disso nunca ter tido um início? Mas o Universo onde não cabe o que eu sinto é o mesmo Universo que se mantém em silêncio enquanto perguntas ecoam dentro e fora de mim. Sem respostas, nesse inverno frio que hoje se inicia, apenas constato que o amor é sentir muito e mesmo assim, quase sempre, não saber de tudo…

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Nat Medeiros
“Sou personagem de uma comédia dramática, de um romance que ainda não aconteceu. Uma desconselheira amorosa, protagonista de desventuras do coração, algumas tristes, outras, engraçadas. Mas todas elas me trouxeram alguma lição. Confesso que a minha vida amorosa não seguiu as histórias dos contos de fada, tampouco os planos de adolescência. Os caminhos foram tortos, íngremes, com muitos altos e baixos e consequentemente com muita emoção. Eu vivo em uma montanha-russa de sentimentos. E creio que é aí que reside o meu entendimento sobre os relacionamentos. Estou em transição: uma jovem se tornando mulher experiente, uma legítima sonhadora se adaptando a um mundo cada vez mais virtual. Sou apenas uma mas poderia ser tantas que posso afirmar que igual a mim no mundo existem muitas e é para elas que escrevo: para as doces mulheres que se tornaram modernas mas que ainda acreditam nas histórias de amor.”

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