Eu quero mais amor. Acho que mereço.
Acho que fiz por onde.
Quer dizer, tenho certeza que fiz.
E você também merece e fez, não?

Você se vestiu de honestidades em vez de medos desde o início?
Fez valer o sentimento da reciprocidade com gentilezas e, principalmente, com leveza para ouvir e dizer os seus verdadeiros pensamentos?
Porque é assim que funciona, ou que deveria funcionar, esse pedido constante que praticamos pelo amor.

Eu sei que não posso mais me esconder por trás de promessas e vontades que não tenham sido pronunciadas de coração.
Elas não valem e tampouco duram.
Elas se perdem com o tempo nas brigas e ausências.
Para ser tranquilo e não confuso, a gente deve saltar.

Mas saltar com confiança.
Saltar com o objetivo e a ternura de quem quer ficar por amor, mas que também pode ir embora por ele.
O amor, por si só, não termina – mesmo que seja para uma única pessoa.
É uma espécie de intensidade e comprometimento individual.
É um direito meu. É um direito seu.
Você pode escolher o que quiser, mas tenha em mente:
Se não existir sinceridade nos piores e melhores momentos, a alma cansa.


Agora me diz, pra quê? Por esse preço?
Seja amor antes de merecê-lo.
Querer amor não o trará mais rápido.
Não importa se eu mereço.
Não importa se você merece.

Às vezes são só palavras.
Às vezes são só gestos.
Às vezes, mas só às vezes, não saber é tudo.
É por isso que a gente não pode deixar transbordar.

Imagem de capa: Breslavtsev Oleg, Shutterstock

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Guilherme Moreira Jr
"Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro"

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