Se existe intimidade para uma pessoa tocar seu corpo, compartilhar a sua casa e comer na sua mesa, por que não existiria essa mesma cumplicidade para que essa mesma pessoa atenda ou use o seu telefone?

Acho bastante peculiar o comentário de pessoas e textos em que as pessoas dizem que umas não podem nem ao menos “tocar” o celular das outras. Entretanto, existe uma diferença muito grande entre ter confiança e tentar controlar o outro.

Vou deixar para vocês um ponto de vista e, desde já, deixo claro que ninguém precisa concordar comigo, mas eu acredito que, se existe intimidade para uma pessoa tocar seu corpo, compartilhar a sua casa e comer na sua mesa, por que não existiria essa mesma cumplicidade para que essa mesma pessoa atenda ou use o seu telefone?

O problema começa quando existe a confusão e os limites são ultrapassados e, LEIAM COM ATENÇÃO, esses limites se aplicam para qualquer esfera da vida e não só para o uso do celular. 

Você pode conversar com uma pessoa e usar as mesmas palavras em tom de gentileza, mas também pode conversar com ela e dizer o mesmo com brutalidade. Você pode sentir ciúmes do seu parceiro e conversar com jeito, assim como também pode tentar evitar que ele vá a lugares específicos ou faça coisas que te desagradam. Você, ainda, da mesma maneira, pode usar o celular do seu parceiro de forma respeitosa e sem invadir coisas que sabe que são pessoais ou tentar controlar tudo o que ele faz e caçar deslizes. Os exemplos são similares, o que muda é a forma de controle e eu reforço que para mim o problema não é o celular e sim a falta de confiança e a tentativa de controlar o outro.

Por Antonio Guillem/shutterstock

Se existe um comportamento de controle das partes: do que quer mexer ou do que tem muito medo que o outro mexa, isso não confirma que existe traição- isso nem dá para saber- mas mostra que não há confiança e respeito entre as partes, pois de um lado um não confia e do outro existe alguém que tenta esconder, mesmo que para se sentir com o direito de poder limitar o que o outro pode ver, independente de fazer algo errado.

O que quero dizer é que, se um tenta invadir e o outro tenta esconder, esse é um sinal de que não existe confiança e isso é algo mais alarmante do que o risco de traição. Todos sabemos que todos têm direitos a seu espaço pessoal, mas quando um objeto é usado para controle, acende-se a luz do desvio de uma das partes em uma queda de braços por poder. Afinal, essa é a minha provocação, quem é digno de confiança para tocar o seu corpo não pode olhar o seu celular?

***

PERGUNTA PARA OS LEITORES:

E vocês, o que acham disso?

1- Concordam com a minha defesa de que não existe problema em mexer no celular desde que haja respeito e limites?

2- Acham que o parceiro NUNCA deve tocar em seu celular.

Respondam nos comentários!!!

Imagem de capa: Herrndorff/shutterstock

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Josie Conti
É idealizadora e administradora do site CONTI outra. Psicóloga formada há 16 anos, teve sua trajetória profissional passando por diversas áreas de formação e atuação como educação, clínica, recursos humanos e saúde do trabalhador. Hoje, utiliza o conhecimento adquirido para seleção de pessoal e de material adequado aos sites com que trabalha. Realiza vídeos, palestras, entrevistas, tem um programa diário na rádio 94.7 FM de Socorro e escreve para diversos canais digitais. Sua empresa ainda faz a gestão de sites como A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil. Atualmente possui mais de 10 milhões de usuários fidelizados entre seus seguidores diretos e seguidores dos sites clientes. Em 2017, foi convidada para falar sobre conteúdo de qualidade no evento “Afiliados Brasil” de São Paulo, à convite da Uol, pois o CONTI outra foi considerado um dos melhores sites de conteúdo ligados a empresa.

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