Namastê, em uma de suas diversas interpretações, quer dizer algo como “a divindade que habita em mim saúda a divindade que habita em você”. Esse conceito é lindo e bem ilustra toda uma filosofia de pensamento. A filosofia de que somos todos um, parte do mesmo universo, irmãos de coração e de alma.

Ao pensar assim, nos sentimos menos sozinhos e mais conectados com nosso semelhante, com a natureza e com todas as manifestações da criação.

Não estou falando aqui de religião e crenças, visto que cada um tem a sua e é assim que deve ser, mas da universal concepção de que não estamos sozinhos e de que há algo muito forte que nos liga.

Sabe aquela mãe que sente quando o filho está com problemas? Ou um olhar da pessoa amada que apazigua o mais conturbado coração? São ondas de energia que só conseguem transitar devido a esta conexão invisível, mas poderosa, que nos une com o universo.

Existem várias provas científicas do que eu estou falando. Por exemplo, o conhecido “efeito borboleta”. Em linhas gerais, seria o efeito que ocorre quando um evento aparentemente banal gera consequências em lugares inusitados, gerando ligações quase impossíveis de se verificar.

Como o leve farfalhar das asas de uma borboleta, que pode causar alterações meteorológicas do outro lado do mundo. Este efeito está relacionado com a chamada “teoria do caos” e nada mais representa do que esta ligação subjacente que há no mundo todo. Uma pequena ação aqui, ainda que aparentemente irrelevante, pode alterar algo lá, mesmo que não aparentem relação nenhuma.

Com a correria do dia-a-dia, a pressa, a cabeça em mil contas a pagar, compromissos a cumprir, terminamos por nos tornar insensíveis a esses movimentos. Na minha experiência, a uma pessoa sensível a estes acontecimentos, muito de sua vida pode ser transformado e até melhorado. É a chamada intuição. Aquela voz baixinha que fala “não vá lá”, “ligue pra ela”, “mude o trajeto”. São as forças invisíveis da mãe Terra falando conosco.

Este não é um texto esotérico, tampouco religioso, e independente das concepções pessoais desta escritora, digo isto: os sinais da vida estão aí. Interligados, costurados e prontos para serem ouvidos. É só parar um pouco para refletir que aposto que você pensará em diversos exemplos disso em sua própria vida. Destes pequenos avisos, que alteram, ainda que pouco, algo em sua vida naquele momento.

Relaxar a mente, tranquilizar o coração é mais do que medida de segurança emocional e física, é garantia de que você não vai se perder no emaranhado da existência e conseguirá ouvir estes pequenos sinais.

Hoje se fala muito em “mindfulness”, em “meditação”, hábitos saudáveis de vida. Para que isso? Para que possamos nos reconectar com nós mesmos, com a divindade que mora dentro de cada um de nós, mas muitas vezes está adormecida, para que possamos nos reconectar entre nós. Para que possamos voltar a fazer parte desta rede energética que nos liga ao mundo. Para que possamos retomar quem somos, como parte do todo. Para que deixemos de ser flocos de neve alheios a nevasca e possamos compô-la, juntos.

Desta forma, através de um movimento global de consciência coletiva, estamos recuperando esta conexão, esta ressonância límbica que nos une e nos torna mais fortes. Afinal, se sozinhos somos bons, juntos somos insuperáveis. Namastê.

Imagem de capa: fizkes, Shutterstock

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Carolina Cavalcanti Pedrosa
"Curitibana, com o coração no mundo. Adoro escrever, ler, um bom filme e passar o tempo com minha família e amigos. Gosto de colecionar momentos. Vejo a vida com olhos de poesia, e transformo tudo em palavras. Encontro nelas meu refúgio e minha forma de espalhar amor e luz no mundo. Que elas possam deixar seu dia mais feliz e seu coração mais leve. Vem comigo?"

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