Vou lhe contar um segredo, apesar de saber que você já sabe muito bem disso: está tudo bem sentir-se meio perdida. Você não está sozinha, não. Eu também estou meio perdido. Sua amiga está perdida. Seu amigo está perdido. E até aquela pessoa digna de estar nas referências de modelo ideal para se espelhar, está perdida. A verdade é que todo mundo está meio perdido, fingindo não estar.

Acontece que esconder-se atrás de um sorriso é bem mais fácil, bonito e prático. Todo mundo espera isso da gente. Mas e a gente como é que fica com tudo isso nos remoendo por dentro? Parece aquele vizinho chato que faz barulho nos momentos mais inoportunos, não é mesmo? É… meu bem, a vida não é fácil para ninguém.

Chegar aos dezoito anos traz uma responsabilidade injusta. As cobranças que até então não faziam tanto sentido, passam a fazer. Ninguém disse que seria fácil, mas tão difícil assim é sacanagem… Mas, o que não contaram, é que as dificuldades se tornarão maiores e, nos colocando em um barco a mercê do… não sei para onde vou, só vou remar. Remar até me encontrar. Não ficará mais fácil com vinte, trinta ou quarenta e poucos anos.

E a graça de tudo isso é que você aguenta. Pode não parecer, mas aguenta sim. Depois fica mais fácil administrar a bagunça lá fora e, principalmente, não deixar que ela lhe bagunce por dentro. Vamos combinar uma coisa? Não se cobre tanto, tudo bem? Um dia de cada vez, um sorriso de cada vez. Um passo de cada vez e, sempre, para frente.

Imagem de capa: Eugenio Marongiu, Shutterstock

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Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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