O fato de que uma relação não tenha se saído bem, não quer dizer que o resto de nossas experiências amorosas irão seguir o mesmo caminho.

Depois de uma experiência dolorosa com um parceiro, podemos sentir medo de estar em uma relação. Um temor que pode fazer com que nos fechemos para conhecer outras pessoas.

Todos os extremos são negativos. É natural ter medo de que voltem a nos machucar, mas ir ao extremo de não entrar em nenhuma relação pode ser inclusive mais nocivo.

Limitar nossas experiências nunca será algo positivo. O positivo é aprender com todas elas. Evitá-las somente impedirá que possamos crescer graças a elas.

Evitar voltar a se relacionar não é uma boa estratégia

O que acontece quando temos medo de falar em público? Evitamos fazê-lo… No entanto, vivemos com esse temor sem nos atrever a superá-lo.

O mesmo ocorre quando o nosso medo de voltar a estar em uma relação é tão forte que, ao invés de superar a ansiedade e todas as lembranças do que pode voltar a acontecer, fugimos da experiência.

Esse medo continuará ali e, de alguma maneira, nos sentiremos limitados. Limitados para conhecer a alguém, limitados para tentar iniciar uma relação com essa pessoa que gostamos e limitados para seguir aprendendo com todas as relações que possamos ter.

Quando o medo de voltar a estar em uma relação está tão presente, pode ser uma boa estratégia pensar em algum medo que já enfrentamos anteriormente.

Pode ser que os que já mencionávamos como o medo de falar em público, viajar sozinhos, ir morar em um país estrangeiro, deixar o trabalho que não gostávamos… Certamente existiu algum medo que tenhamos enfrentado com sucesso.

O fato de lembrar nos ajudará a perceber essa sensação tão prazerosa que percorre nosso corpo quando superamos um temor que tanto nos limitava.

Lembra-se da sensação de liberdade? O alívio de saber que o medo não voltará fazer parte de nossa vida?

O medo de voltar a estar em uma relação e a filofobia

O medo de voltar a estar em uma relação pode levar ao que conhecemos como filofobia que nada mais é do que o temor de se apaixonar ou entrar em uma relação romântica.

Quais características apresentam as pessoas que sofrem de filofobia?

– Buscam defeitos na outra pessoa para assim assegurar de que não é a adequada para ter uma relação.
– Provocam disputas por coisas mínimas com a finalidade de que a outra pessoa se canse e não queira iniciar uma relação com elas.
– Começam a deixar de responder às ligações da outra pessoa para assim evitar que a relação se torne mais séria.

Como podemos ver, todas estas atitudes evitam que a pessoa que tem medo volte a estar em uma relação.

São como uma série de mecanismos de autodefesa que lhes permitem se proteger. Porque acredita que se voltar a estar em uma relação será vulnerável.

No entanto, podemos vencer o medo de voltar a se relacionar? Somente se estivermos conscientes do mesmo e se buscarmos ajuda profissional. Pois as experiências dolorosas de nosso passado, em certos casos, são difíceis de serem superadas sozinhas.

Liberar-nos da pressão dos medos

Liberar-nos da pressão do medo de voltar a se relacionar é um grande alívio. Quando já não temos este medo, podemos conhecer pessoas sem acreditar que vão querer algo sério com a gente.

Da mesma forma, conseguiremos nos abrir aos demais e permitir que, se gostamos de alguém, esta relação prospere. Isso se, com a tranquilidade, a calma e a segurança de que tudo está indo bem.

Não serve de nada ter pressa e ter pensamentos precipitados sobre o que pode acontecer ou não. Por que não viver o momento presente?

O fato de ter tido uma má experiência no passado não significa que irá voltar a tê-la. Se aprendermos com essa experiência, é provável que não se repita.

Alguma vez teve medo de voltar a estar em uma relação amorosa? Conseguiu enfrentar este temor?

Os medos estão ai para serem superados. Uma vez que o façamos, descobriremos o quanto crescemos como pessoas.

Imagem de capa: iiiphevgeniy, Shutterstock

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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