Apaixone-se por si mesmo diariamente. Esse é o pilar que devemos nos apoiar para seguirmos uma vida mais leve. Para a gente ser mais leve frente aos problemas que enfrentaremos das mais diversas naturezas. É. Eles sempre existirão. Talvez, entender isso, traga certa paz que necessitamos estabelecer na nossa mais intima compreensão da gente mesmo. É o nosso interior que precisa ser definido. Não apenas os músculos ressaltados do verão. Visíveis a olhos nus. Deixar o nosso intimo mais resistente e sensível é incrível, é maturidade, é afinar a capacidade de lidarmos com o amor que possuímos por aquilo que define a gente e, também, para o amor que empregamos a tudo que nos cerca.

Como reagimos a uma determinada situação diz muito sobre como nos sentimos em relação à gente mesmo. E pouco importará o que acharão da gente, sabe?, porque passamos a reconhecer o nosso valor como indivíduo inteiro. Saber reconhecer nossas próprias competências pessoais e fortalecer o sentimento de autovalorização é imprescindível para sustentar o amor-próprio. E isso é tão importante para as nossas relações no trabalho, no amor, na família, nas amizades… não limitando-se apenas a esses, só alguns exemplos das relações que todos praticam no dia a dia. Olhar positivamente para dentro do próprio coração é, além de se amar, permitir ser amado por aquilo que se é. É, além de se amar, permitir amar os nossos pares, as nossas rotinas pelo aquilo que elas são, não aquilo que idealizamos como ideal, porém, ilusório.

A gente estuda — ou deveria — demais sobre determinadas áreas especificas. Às vezes só por necessidade empregatícia. Por curiosidade. Por hobby, deleite. Conhecimento gera movimento e, a vida, não pode parar. Certo? Movimento é continuidade e, do contrário, estagna, você sabe… Mas quanta energia a gente dispõe para se autoconhecer? Se conhecer de maneira clara: essência. O que é que você deseja lá no fundo? Uma carreira promissora, família constituída, viagens; uma continuidade de possibilidades nos espera. E o medo de lutar por tudo isso? Como é que fica? Não é fácil. Impossível?, tão pouco. Entender-se é primordial para fortalecer as nossas decisões e vontades sem levar em consideração a opinião alheia. Só a nossa que realmente importa. A gente pode ser feliz trabalhando dezoito horar por dia em uma multinacional, ou vendendo artes nas beira da praia; podemos ser felizes dentro de um casamento com ou sem filhos, pets e casa própria ou viajando por aí sozinhos. Antes de querer conhecer o mundo é preciso conhecer a própria ciência de si mesmo. E isso leva tempo e uma dedicação só nossa. Vale a pena.

Sei que é difícil lidar com tantas exigências externas sobre a gente. É tanta exigência que, se a nossa base não estiver fortalecida acabará ruindo. Se conhecer e possuir amor por aquilo que a gente é, sem duvidas alguma, é o chão onde deveríamos pisar firme para não cair em demasia naquilo que “esperam” da gente. Quando a nossa postura é positiva frente às próprias capacidades fica bem mais fácil seguir sem desistir, ou desanimar. A gente enxerga o lado bom de cada situação e agimos sobre ele sem deixar de lado os pontos menos favoráveis do outro lado da moeda. É preciso se dedicar a fazer bem porque somos capazes. E a reconhecer os próprios erros para melhorar gradativamente. Não vou e nem quero iludir ninguém dizendo que tudo será possível se aplicarmos um empenho imperativo, não vou nos iludir e criar fantasias inalcançáveis. Não é egocentrismo, é clareza da nossa vontade. O ponto é que dificuldades existirão e, quando acreditamos ser capazes de suportar estas amarguras da vida, sorrimos mais leve. E tem alguma coisa mais gratificante de sorrir sem peso algum?

Sentir-se suficiente é o segredo. Não depender de preenchimentos externos para estarmos completos em si próprios. Porém, sentir-se suficiente é um exercício que precisa ser praticado diariamente. Fortalecer o que enxergamos da gente mesmo, a respeitar as próprias vontades e anseios, respeitar os próprios medos e, na medida do possível, vencê-los. Quando a gente está suficiente e se amando por completo, apesar das imperfeições — ninguém é perfeito, todo mundo erra, tem particularidades que carecem ser lapidadas — inerentes a nossa essência, amamos da melhor maneira que poderíamos amar: com verdadeira entrega do melhor da gente.

Imagem de capa: Ann Haritonenko, Shutterstock

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Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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