Toda vez que uma relação acaba o sentimento de alívio vem acompanhado de dor, saudade e apego e isso, muitas vezes, faz com que o processo de esquecimento seja substituído pela luta da reconquista.

Que não é fácil terminar uma relação, todos sabem, já que experimentamos sensações “estranhas” como vazio interior, humilhação, rejeição e culpa. Mas, acreditar que o outro irá exterminar esses sentimentos com a sua volta é, no mínimo, ingenuidade.

Criar expectativas na relação é normal. Embora haja muitos conselhos para que não se faça isso, poucos são aplicados. Sempre esperamos algum tipo de cuidado, atenção, carinho. Porém, isso não nos autoriza a exigir que o parceiro sentimental satisfaça nossos desejos e corresponda às expectativas que criamos.

Todos são livres para amarem, ou não, quem quiserem. Exigir algo contrário a isso, é um desrespeito sem tamanho. Giovake, em “Para Ser Feliz no Amor – Os vínculos afetivos hoje” afirmava que “a luta no amor corresponde a uma atitude egoísta, já que representa um empenho absurdo de fazer prevalecer a própria vontade sobre a vontade do outro. A única luta válida por amor é aquela ligada ao empenho de preservar o relacionamento através de cuidados, paparicos e todo o tipo de dedicação possível ao amado; e tudo isso na vigência do namoro – e com a devida anuência do namorado.”

Lutar por amor não é bonito, não faz bem a ninguém e não é saudável. O amor não pode ser visto como homeopatia, que utiliza as mesmas substâncias que provocam os sintomas para tratar ou aliviar dores. Amor é sentimento dado em liberdade, de forma recíproca e, quando isso não acontece, é hora de desistir, não de insistir.

Se pensarmos racionalmente, no amor, ninguém vale a insistência. Correr o risco de perder a própria paz por relacionamentos superficiais, é o mesmo que colocar em xeque a própria sanidade.

Não adianta ir até as últimas consequências para constatar que não valeu a pena. Não adianta viver uma vida inteira preso a um sentimento que intoxica acreditando que isso é amor. Não adianta “lutar” pela presença alheia se o outro nunca quis ficar. Amor bonito é amor recíproco. Se exige muito esforço, acredite, mas não é amor.

Imagem de capa: sianstock, Shutterstock

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Pamela Camocardi
A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

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