Eu só queria que ele ficasse e que uma vez mais me abraçasse com aquele olhar sereno que trazia paz. Não tinha preço me enxergar no reflexo daqueles olhos, acompanhado do riso frouxo e leve que fazia o meu mais feliz. Era incrível como a gente se dava e se fazia bem. Ele era meu par, meu número, mas decidiu virar saudade. A saudade mais bonita que a vida me deu e que ainda carrego no lado esquerdo do peito.

Quando reviro o baú do meu coração, só me resta crer que algumas coisas não eram para acontecer. Algumas histórias terminam cedo demais e nem sempre levam um final feliz, como a nossa. Nem sempre o destino conspira a nosso favor, e ele deve ter suas razões. Só não sei se sou capaz de compreendê-las.

Se acostumar com a ausência de quem um dia foi presente, em todos os sentidos dessa palavra, é uma experiência que, apesar de dolorosa, tem muito a nos ensinar. No silêncio da nossa solidão dialogamos conosco e começamos a descobrir o tamanho da nossa força. Então, damos os primeiros passos rumo ao amadurecimento que a situação toda traz e, aos poucos, a dor da saudade começa a cicatrizar e curar. Aprendemos a preencher os espaços que ficaram vazios com pequenas coisas da vida, que são geralmente as que mais importam.

Novos sorrisos, outros cheiros e sabores começam a aparecer e colorir novamente aquele rascunho de felicidade que apagamos e deixamos amassado num canto da alma para não machucar. E, assim, damos mais uma chance para vida nos provar que toda história pode ter um final diferente. Só depende da gente…

Imagem de capa: LeonidKos, Shutterstock

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Rachel dos Santos
Paulistana, porém mineira de coração. Viciada em música e sorvete, adora filosofar no facebook e compor canções que guarda a sete chaves. Estudante de jornalismo , pretende construir um mundo mais bonito por meio de seus escritos. Acredita que a simplicidade é a chave que abre a porta da felicidade. Sempre usa reticências no final das frases porque sente que sempre há um pouco mais a se dizer...

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