Existe em nossas vidas, algo que tem mais valor que o ouro puro refinado – o amor por nós mesmos – que faz com que as pessoas evoluam numa experiência proveitosa a partir de eventos cotidianos. Um tesouro excepcional.

Algumas pessoas não se preocupam em guardar esse tesouro que faz parte da sua vida, e que com certeza, tem um valor incalculável – o amor próprio – e que sempre é alvo de ataques por aqueles que insistem em querer nos desvalorizar, nos depreciar e nos colocar sempre “para baixo”. Para isso, elas se valem de vários artifícios e palavras, porque tem o objetivo de destruir nossa autoestima.

O nosso amor próprio nos direciona a uma vida de possibilidades. Podemos dizer que esse sentimento impõe limites que precedem ao orgulho e ao egoísmo, contudo nos domina a ponto de amarmos a nós mesmos por toda a nossa vida, antes de amarmos qualquer outra pessoa. Sim, porque é fundamental que haja uma valorização que gere um estado permanente de alegria por tudo que nos envolva e que nos deixe confortável com nós mesmos, para então amarmos aos outros. Então passamos a fazer as coisas de modo que, aquilo que as outras pessoas pensam ou dizem ao nosso respeito, não fará a menor diferença, nem mesmo nos causará prejuízos emocionais ou incertezas quanto ao que vemos defronte ao espelho – A PESSOA MAIS LINDA E MARAVILHOSA DO MUNDO.

É evidente que todos nós gostamos de ser amados. E o bom de tudo isso, é que isso nos traz prazer, nos faz sentir fortes para que vivamos de forma prazerosa por dentro e por fora de nós mesmos. Em outras palavras, deixa-nos sempre “de bem com a vida.” Entretanto existem pessoas que não têm esse privilégio de amarem tanto a si mesmas. O que traz desconforto para a sua vida pessoal e profissional. Dentre as consequências de quem não tem amor próprio ou autoestima, está um sentimento que debilita as pessoas, chamado inveja. Pessoas que nunca estão felizes com o que são, quem são ou com o que tem. E que muitas vezes querem ser outras pessoas as quais admiram, chegando ao disparate de se submeterem a cirurgias plásticas para ficarem parecidas com os seus ídolos, porque não têm referência própria. São pessoas que se sentem inseguras na sua vida habitual, que acabam perdendo sua identidade, sua personalidade, como também seu amor próprio. Elas se tornam hostis muitas vezes, porque não agem positivamente, e estão sempre indispostas a recomeçar. Isso é lastimável, pois nesse caso, vemos claramente que seu reinado interior sucumbiu, vindo a pertencer a outro senhorio, para que tenha domínio sobre a sua vida interior, trazendo medo, insegurança, depressão e dificuldade em se relacionar com outras pessoas.

É o amor próprio que nos embeleza e faz restituição daquilo que perdemos. Buscamos a cada dia, aquilo que mais desejamos. E nos permitimos ser vencedores em todas as batalhas, porque acreditamos no nosso potencial. E partilhamos ideais e dividimos conquistas, porque amamos aos outros, apenas quando amamos a nós mesmos. E esse amor impera em nós, com soberania inquestionável. Com toda a sua majestade. Porque o amor é tudo em todas as coisas.

O melhor modo de viver em paz é nutrir o amor próprio dos outros com pedaços do nosso. (Machado de Assis)

Imagem de capa: ch_ch, Shutterstock

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Jorge Amaral
Jorge Amaral, brasileiro, natural de Ataléia/MG. Colunista e escritor semi-profissional. Livro publicado – PALAVRA É ARTE – Coletânea com outros autores. Escrevo porque considero a minha vida como uma eterna poesia, porque me perco na escrita e me encontro na leitura.

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