Se você cair, me deito. Se quiser partir, te deixo. Se você mentir, eu sinto. Se você for tela, eu pinto. Se você doer, me dôo. Se você pedir, me entrego. Se você chegar, te enxergo. Se for par de asas, voo. Se você chover, me encharco. Se você se der, eu pego. Se você quiser, não nego. Se não desejar, eu parto. Se você beber, embriago. Se você fumar, te trago. Se você somar, multiplico. Se for dividir, ramifico. Se você for terra, adubo. Se você disser, eu mudo. Se você chorar, conforto. Se deixar pra lá, me importo. Se for meio-dia, esquento. Se for meia-noite, alento. Se for fim de tarde, me ponho. Se você dormir, te sonho. Se quiser ligar, atendo. Se for lamentar, entendo. Se você sorrir, me abro. Se for me prender, me rendo. Se adoecer, me interno. Se for apagar, te acendo. Se modificar, aceito. Se me convidar, me deito. Se me acompanhar, respeito. Se você for mar, mergulho. Se me informar, me formo. Se não mais quiser, conformo. Se você vier, eu quero. Se for demorar, espero.

“Se você vier, pro que der e vier, comigo, eu te prometo o sol, se hoje o sol sair, ou a chuva…”

Imagem de capa: Dima Aslanian, Shutterstock

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Fellipo Rocha é poeterapeuta, músico e idealizador da página Corpoesia. Além disso, escreve pelos sorrisos que perde, todas as vezes em que não sai de casa.

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