Fui contar meu sonho com empolgação nas palavras, era nítido de ver. Com prazer em cada detalhe, eu minuciava os pormenores para alcança-lo. Vou começar ano que vem se tudo dar certo. Mas não vai acontecer assim me dizia. Podando as minhas palavras antes mesmo de eu conclui-las. Não queria a aprovação, apenas compartilhar a minha felicidade. A gente só compartilha a própria felicidade por quem sentimos amor. É um erro, às vezes, ser assim.

Nem tudo deve ser dito. Nem todos que amamos, nos amam de volta. Nem todos merecem saber dos nossos sonhos; talvez, os nossos sonhos, carecem permanecer na gente e, só serem regados com as nossas próprias verdades. Assim, jamais desistiremos deles. Caso os nossos sonhos não se concluam por qualquer razão, só a gente precisará lidar com as expectativas que criamos.

Acontece que as pessoas têm seus sonhos e estão ocupadas demais cuidando deles – e algumas vivem na mesmice e está tudo bem. Não querem saber dos nossos a não ser que, de alguma forma, as beneficiarão. Não é a regra, mas na maioria das vezes, é assim que acontece; não dá pra saber quem realmente se importa com os nossos planos e as nossas próprias felicidades, então é preferível o silêncio e a paz interior do que escancarar o que nos movimenta. Apenas, ir.

Imagem de capa: Gabriela Insuratelu, Shutterstock

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Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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